Cientistas fizeram a primeira medição de um átomo de antimatéria. Apesar de não ser muito precisa, essa medição representa o primeiro passo para estudar esse tipo de átomo em detalhes, o que é necessário para entender porque o universo é feito de opostos, matéria e antimatéria.
Pensa-se que todas as partículas de matéria têm parceiras de antimatéria, com a mesma massa, mas carga oposta. Quando os pares se encontram, eles se aniquilam e viram energia pura.
Os cientistas pensam que o universo era composto por partes iguais de matéria e antimatéria quando ocorreu o Big Bang, há aproximadamente 13,7 bilhões de anos. Mas conforme o tempo passou, a maior parte dessas partículas se aniquilou, deixando para trás uma base de matéria que virou as estrelas e as galáxias de hoje. Mas porque a matéria venceu esse duelo cósmico ainda é um mistério.
Armadilha da antimatéria
Em um estudo anterior, físicos do laboratório CERN conseguiram prender átomos de anti-hidrogênio por vários minutos, usando campos magnéticos para mantê-los suspensos.
Um átomo de anti-hidrogênio é análogo ao hidrogênio, o mais simples entre os elementos. Assim como o hidrogênio é composto de um próton e um elétron, o anti é composto de um antipróton e um pósitron (o parceiro de antimatéria do elétron).
Na nova pesquisa, os físicos descobriram que podiam aplicar raios de luzes microondas em uma frequência específica nos átomos de anti-hidrogênio, modificando seu spin (seu giro). Isso faz com que a orientação magnética da partícula mude, e sua “prisão magnética” dela deixa de existir.
Ou seja, o anti-átomo fica livre para voar e acertar as paredes da armadilha, que é feita de matéria. Quando ele colide com um átomo, é aniquilado, criando um evento que os cientistas conseguem detectar.
“Nós fizemos uma medição”, comenta Jeffrey Hangst, cientista do experimento. “Em matéria de precisão, não é tão perfeita, mas é única já feita com a antimatéria”.
Espectro da antimatéria
A teoria mais aceita sobre as partículas é o Modelo Padrão. “Nós sabemos que algo está faltando. Nós sabemos que não entendemos tudo sobre a antimatéria porque não podemos explicar o que aconteceu com ela depois do Big Bang”, explica Hangst.
A melhor hipótese dos cientistas é de que as duas partículas se comportam de maneira diferente, por exemplo, decaindo em níveis diferentes. A medição pode ajudar nisso.
fonte: http://hypescience.com/atomo-de-antimateria-medido-pela-primeira-vez
Olá amigos, o objetivo deste blog é dividir informações com pessoas que estejam interessadas em conhecimento para uma melhor qualidade de vida! O nome Sabedoria Quântica vem da relação entre a Sabedoria dos Mestres Espirituais e a Física Quântica. Este blog existe também em favor de uma ciência que agregue sabedoria e não só conhecimento. Uma educação para a vida e não só para o mundo econômico. Ética e valores na ciência, para que ela possa realmente ser um veículo completo de transformação.
terça-feira, março 13, 2012
sexta-feira, março 09, 2012
Física Quântica para todos (6)
O Princípio da Incerteza de Heisenberg
Obs: Como este pequeno artigo é destinado ao público leigo estarei colocando as ideias de forma bastante simplificada, e sem muito rigor em relação aos termos científicos padrões.
O Princípio da Incerteza foi formulado em 1919 pelo físico alemão Werner Heisenberg e estabelece que não é possível ter simultaneamente a certeza da posição e da velocidade de uma partícula. Quanto maior for a precisão com que se conhece uma delas, menor será a precisão com que se pode conhecer a outra.
É este o princípio que está na base da mecânica quântica.
Imagine que vc consiga isolar um elétron dentro de uma caixinha. Para observar este elétron jogaremos um pequeno feixe de luz dentro da caixinha. Como vimos nos posts anteriores a luz é tb vista com uma série de pequeniníssimas partículas, os fótons. Pensando nos fótons e no elétron como partículas, estes fótons ao interagirem com o elétron o arremeçariam para algum outro lugar dentro da caixinha, de forma que não conseguimos medir a posição sem alterar a velocidade.
Heisenberg mostrou que quanto mais precisamente tentamos medir a posição da partícula, mais informações perdemos em relação a sua velocidade, e vice-versa.
Não temos como ter as duas informações, da posição e da velocidade ao mesmo tempo.
Desta forma percebemos que na Física Quântica não cabe o conceito de trajetória. Para traçarmos a trajetória de uma partícula precisamos conhecer sua posição e sua velocidade a todo instante, coisa que como vimos é impossível. Na Física Quântica trabalhamos então com a ideia de salto quântico. As partículas simplesmente desaparecem de uma posição e reaparecem em outra, dependendo de sua mudança de energia, ao absorver ou emitir um quantum.
Desta forma percebemos que na Física Quântica não cabe o conceito de trajetória. Para traçarmos a trajetória de uma partícula precisamos conhecer sua posição e sua velocidade a todo instante, coisa que como vimos é impossível. Na Física Quântica trabalhamos então com a ideia de salto quântico. As partículas simplesmente desaparecem de uma posição e reaparecem em outra, dependendo de sua mudança de energia, ao absorver ou emitir um quantum.
O físico Amit Goswami traz este conceito da incerteza em relação a posição (fixidez) e a velocidade (fluxo) para o contexto humano no livro O Médico Quântico. A fixidez seria representada na nossa mente pelo pensamento fixo, e a velocidade pelo fluxo de pensamentos. Perceba que quando vc se fixa em um pensamento vc perde o fluxo de ideias que podem se seguir, e da mesma forma se vc entra no fluxo, ao final de um tempo vc já nem sabe mais que pensamento originou toda aquela associação.
Tb pode-se relacionar a fixidez ao ego, fixo, condicionado, e o fluir podemos associar a criatividade e até a cura. Da mesma forma há sempre uma incerteza, não há como ter as duas medidas ao mesmo tempo. Se estamos mais no ego, perdemos o fluxo e a criatividade e vice-versa. Para isto o autor citado recomenda estar um pouco no ego e um pouco no self quântico, no fluxo, alternando Fazer e Ser, Fazer e Ser... Do, Be, Do, Be, Do, Be, Do.. que é uma de suas ideias centrais do Ativismo Quântico (como usar os princípios da FQ para mudar o mundo e a nós mesmos).
Até a próxima!
sexta-feira, março 02, 2012
Professor leva ioga à prisão para combater violência e vício nos EUA
James Fox dá aulas em cadeias e escreveu um guia para detentos.
Em entrevista, ele diz que no início a prática era vista como para 'maricas'.
Giovana SanchezDo G1, em São Paulo
Ele fica na mesma sala que homens condenados por homicídio, estupro, tráfico de drogas e outros tipos de crime, e consegue manter silêncio absoluto por, pelo menos, uma hora e meia. Há mais de 10 anos, o americano James Fox ensina técnicas de ioga e meditação para presos em cadeias dos EUA. Nesse tempo, ele conseguiu formar alguns professores de ioga e ajudou milhares a "mudar seu estado mental violento e compulsivo". Com até 20 alunos por turma, as aulas agora têm lista de espera.
[O G1 publica nesta quinta e sexta-feiras (1º e 2) a série 'Transformadores - pessoas que mudam o mundo', com histórias de gente que mudou a própria vida para melhorar a realidade de outras pessoas. Saiba quem são os personagens da série.]
Conheça o responsável pelo Prision Yoga Project (site em inglês):
James Fox atuando em prisão americana (Foto: Divulgação)G1 - Quando você começou o projeto?
James Fox - Comecei o projeto há quase 11 anos, ensinando garotos de risco. Isso foi logo depois que virei professor de ioga e sabia que queria focar na karma ioga. Eu me interessava pela prática que buscava levar a ioga para a população que não tinha acesso. Então comecei a ensinar em uma instituição de recuperação de jovens infratores. Eram jovens que tinham problema com a família ou com a lei e muitos deles tinham problemas psicológicos, tomavam remédios fortes. E foi lá que eu comecei. Eram 24 garotos de 12 a 18 anos. Ensinei por aproximadamente 6 anos.
James Fox - Comecei o projeto há quase 11 anos, ensinando garotos de risco. Isso foi logo depois que virei professor de ioga e sabia que queria focar na karma ioga. Eu me interessava pela prática que buscava levar a ioga para a população que não tinha acesso. Então comecei a ensinar em uma instituição de recuperação de jovens infratores. Eram jovens que tinham problema com a família ou com a lei e muitos deles tinham problemas psicológicos, tomavam remédios fortes. E foi lá que eu comecei. Eram 24 garotos de 12 a 18 anos. Ensinei por aproximadamente 6 anos.
Um ano depois de ter começado esse programa, uma organização não governamental que fazia trabalhos para centros de detenção juvenis me chamou. Ensinei lá por alguns anos. Uma outra organização que fazia trabalhos na prisão estadual de San Quentin, na região da baía de São Francisco, estava montando um programa multidisciplinar de reabilitação para os prisioneiros e me chamou para instalar a parte de ioga e meditação do programa.
G1 - E como foram os resultados desde que você começou o trabalho?
James Fox - Bom, no começo foi muito difícil. Era difícil ensinar jovens encarcerados, porque estava lidando com adolescentes. É um período da vida em que nós nos rebelamos naturalmente. Mas ao mesmo tempo tinha bons resultados. Exigiu persistência e criatividade para encontrar jeitos de atingir os jovens. Por exemplo, usava muita música para ensinar técnicas de meditação.
James Fox - Bom, no começo foi muito difícil. Era difícil ensinar jovens encarcerados, porque estava lidando com adolescentes. É um período da vida em que nós nos rebelamos naturalmente. Mas ao mesmo tempo tinha bons resultados. Exigiu persistência e criatividade para encontrar jeitos de atingir os jovens. Por exemplo, usava muita música para ensinar técnicas de meditação.
Guia para práticas escrito por James e ilustradopelos presidiários é distribuído gratuitamente
(Foto: Divulgação)
Depois, meu trabalho com os homens de San Quentin foi difícil no começo porque a ioga é considerada uma prática de mulheres ou "maricas". Então era difícil fazê-los ir às aulas, que eram opcionais. Tinha poucos alunos.
Mas, com o tempo, diria que depois de um ano, espalhou-se a ideia de que a aula de era séria, que realmente os ajudava com a ansiedade e também era um bom exercício físico.
Na verdade há dois desafios em se trabalhar com presidiários. Um é fazer os homens participarem e o outro é trabalhar com os agentes penitenciários, que também achavam que era um programa de "maricas". Nós não tínhamos muito apoio deles para o programa.
G1 - Como são as aulas?
James - Cada sessão é de uma hora e meia. Ensino 4 aulas por semana para 4 grupos diferentes de homens. Foco muito no que é chamado de "mindfulness", que é o derivativo de "vipassana", um tipo de meditação não religiosa que nos EUA se chama meditação 'mindfulness'. É uma prática de autoconscientização, de deixar ir embora o pensamento e se concentrar no corpo e na respiração para permanecer autoconsciente.
James - Cada sessão é de uma hora e meia. Ensino 4 aulas por semana para 4 grupos diferentes de homens. Foco muito no que é chamado de "mindfulness", que é o derivativo de "vipassana", um tipo de meditação não religiosa que nos EUA se chama meditação 'mindfulness'. É uma prática de autoconscientização, de deixar ir embora o pensamento e se concentrar no corpo e na respiração para permanecer autoconsciente.
O modo como introduzo a prática de ioga é sempre esse, se estamos em movimento ou sentados. É uma introdução de disciplina, de deixar de se preocupar com o pensamento e conectar a mente e o corpo. Tem muita pesquisa feita com essa técnica que mostra os benefícios para o alívio do estresse, para o déficit de atenção e para coisas como o transtorno de estresse pós-traumático.
O que ganhei com as aulas de ioga foi uma estrada para viver uma vida bem mais viva. Aprendi que posso viver o presente com um cuidado que nunca achei possível e ter uma vida saudável, fundamentada e verdadeira."
Presidiário identiicado como T.L.O.
Esse é o fundamento da prática, mas, sabendo que a maioria das questões que os prisioneiros enfrentam são relacionadas com vícios (ao menos 80%) e violência, o que procuro fazer é mostrar para eles que a ioga é uma habilidade que pode ser usada para ajudá-los na recuperação. É uma prática que te ajuda a experimentar o autocontrole.
Essa é a diferença de uma aula para o público, o professor não estaria falando como a prática ajuda na reabilitação, nas tendências violentas.
Geralmente as pessoas olham para os presidiários como seres inferiores. E, de verdade, os presos são um reflexo da sociedade. Questões de vício e violência são comuns na sociedade, tenho certeza de que é similar no Brasil. Temos essa epidemia de vícios de várias substâncias e a violência, que nos desconecta completamente de quem nós somos.
Acho que existem muitas oportunidades para estender a prática de ioga para outras instituições de reabilitação.
G1 - Qual é o retorno que você tem dos presos?
James - Fiz uma lista de frases de presos contando como as aulas os ajudaram. Há muitos que continuam em contato comigo depois de libertados e eles ainda me dizem que lembram de coisas que aprenderam na prisão que os ajudam.
James - Fiz uma lista de frases de presos contando como as aulas os ajudaram. Há muitos que continuam em contato comigo depois de libertados e eles ainda me dizem que lembram de coisas que aprenderam na prisão que os ajudam.
G1 - Muitos continuam praticando?
James - Sim, embora seja difícil para eles, porque a maioria das aulas é oferecida em estúdios, são caras e quando eles deixam a prisão a primeira coisa que eles têm que fazer é achar um lugar para morar, arrumar um emprego. Às vezes, eles estão separados das famílias e têm muitas outras prioridades. Mas vários acabam praticando sozinhos ou acabam achando um jeito de praticar alguma coisa.
James - Sim, embora seja difícil para eles, porque a maioria das aulas é oferecida em estúdios, são caras e quando eles deixam a prisão a primeira coisa que eles têm que fazer é achar um lugar para morar, arrumar um emprego. Às vezes, eles estão separados das famílias e têm muitas outras prioridades. Mas vários acabam praticando sozinhos ou acabam achando um jeito de praticar alguma coisa.
G1 - Em quantas prisões você trabalha?
James - Trabalho nessa principal em San Quentin, no entanto o que tenho feito no último ano é viajar pelos Estados Unidos oferecendo treinamentos para professores de ioga que queiram ensinar em prisões. Como resultado disso, também ajudo professores a fazer contatos com prisões em diferentes partes do país. Também viajei para a Noruega para ajudar a montar um programa parecido nas prisões de lá.
James - Trabalho nessa principal em San Quentin, no entanto o que tenho feito no último ano é viajar pelos Estados Unidos oferecendo treinamentos para professores de ioga que queiram ensinar em prisões. Como resultado disso, também ajudo professores a fazer contatos com prisões em diferentes partes do país. Também viajei para a Noruega para ajudar a montar um programa parecido nas prisões de lá.
Presidiário faz posição de ioga na prisão de san Quentin (Foto: Robert Sturman/Divulgação)G1 - Você já viveu alguma situação perigosa na prisão, durante as aulas?
James - Bem, sim. Quando ensino não existem guardas comigo, fico sozinho na sala com os homens - o que é um dos motivos pelos quais em San Quentin eles não permitem que mulheres ensinem. Sempre existe uma chance de alguma coisa acontecer. Você nunca sabe, às vezes pode ter dois presos na mesma turma que têm alguma questão um com o outro. E houve uma vez em que dois deles quase brigaram. Eu interrompi.
James - Bem, sim. Quando ensino não existem guardas comigo, fico sozinho na sala com os homens - o que é um dos motivos pelos quais em San Quentin eles não permitem que mulheres ensinem. Sempre existe uma chance de alguma coisa acontecer. Você nunca sabe, às vezes pode ter dois presos na mesma turma que têm alguma questão um com o outro. E houve uma vez em que dois deles quase brigaram. Eu interrompi.
Já fiz alguns cursos de prevenção de violência, resolução de conflitos, essas coisas, então não tenho só treinamento em ioga, tenho também em outras áreas necessárias para esse trabalho.
A ioga me ajudou a sair de um lugar negro."
Preso identificado como J.G.
Houve outras vezes em que achei que seria atacado. A primeira vez foi talvez no segundo ano em que estava lecionando. Tive medo, mas soube que era muito importante lidar com a situação. O que poderia fazer é usar o apito - nós temos que carregar um apito. Tinha um homem que estava muito bravo comigo porque disse que ele não poderia entrar na sala com comida e ele não gostou. Ele voltou com dois amigos e eles foram muito agressivos. Pensei que iam me atacar. Tinha uma sala com 11 alunos e pensei: ok, se eu usar o apito nenhum dos outros alunos voltarão pra aula de novo.
O que fiz foi explicar muito calmamente que queria que todos considerassem a aula como um espaço separado da prisão. E, mesmo que estivéssemos dentro de uma, queria que por uma hora e meia eles não se sentissem como presidiários. E que era o responsável por manter aquele ambiente para que todos pudessem ir para a aula e saber que era um ambiente de paz e tranquilidade. Aí, ele concordou e parou de ir às aulas duas semanas depois.
Isso acontece porque algumas pessoas não estão prontas para vivenciar a paz, a tranquilidade e a ausência de estresse, de jogos mentais praticados entre os presos. Eu não tolero isso. Não nas minhas aulas.
G1 - Eles não estão acostumados com isso, né?
James - Não, eles não estão acostumados com esse nível de consciência. Eles estão habituados a desafiar as pessoas para demonstrar que estão no comando: 'hey eu sou o rei aqui'.
James - Não, eles não estão acostumados com esse nível de consciência. Eles estão habituados a desafiar as pessoas para demonstrar que estão no comando: 'hey eu sou o rei aqui'.
G1 - E você também treina alguns presos para serem professores?
James - Sim, eles não têm um certificado oficial, mas deixo alguns darem parte das aulas. Também ajudo a levantar fundos para alguns presos que querem ser professores quando sair, para que consigam bolsas de estudo.
James - Sim, eles não têm um certificado oficial, mas deixo alguns darem parte das aulas. Também ajudo a levantar fundos para alguns presos que querem ser professores quando sair, para que consigam bolsas de estudo.
G1 - E como você se sente em relação a tudo isso? Vale a pena?
James - Ah, sim, não existem dúvidas quanto a isso. Às vezes, penso e vejo que já ensinei milhares de presos nesses últimos 10 anos. Escrevi um manual de ioga e meditação para presidiários em 2009 e eu o envio de graça para os presos dos EUA que me pedem - e também está disponível no meu site. Já enviei mais de 500 livros e recebo cartas de retorno deles dizendo que estavam presos há tantos anos e que o livro significou tanto para eles, pois agora têm uma prática que podem aprender sozinhos.
James - Ah, sim, não existem dúvidas quanto a isso. Às vezes, penso e vejo que já ensinei milhares de presos nesses últimos 10 anos. Escrevi um manual de ioga e meditação para presidiários em 2009 e eu o envio de graça para os presos dos EUA que me pedem - e também está disponível no meu site. Já enviei mais de 500 livros e recebo cartas de retorno deles dizendo que estavam presos há tantos anos e que o livro significou tanto para eles, pois agora têm uma prática que podem aprender sozinhos.
quarta-feira, fevereiro 29, 2012
Mente distraída é mente infeliz: psicólogos de Harvard conectam estado de infelicidade à divagação mental
Dois psicólogos da Universidade de Harvard, Matthew A. Killingsworth e Daniel T. Gilbert, concluíram que a distração mental é o melhor medidor de infelicidade em nós humanos — depois de fazer uma pesquisa com 5.000 pessoas usando um aplicativo de iPhone que mede a quantidade de vezes que uma pessoa encontra-se distraída durante o dia. “Esse estudo mostra que nossas vidas mentais são permeadas, em um nível impressionante, pelo não-presente”, diz Killingsworth, um dos psicólogos autores do estudo. Um resumo da pesquisa pode ser lido no site da Universidade de Harvard, aqui - http://dharmalog.com/2012/02/28/mente-distraida-e-mente-infeliz-psicologos-de-harvard-encontram-gene-da-infelicidade-na-divagacao-mental/(pdf, em inglês).
1) “a natureza das atividades que as pessoas estavam fazendo tinha pouco impacto na motivação para suas mentes divagarem”; e
2) “a natureza das atividades das pessoas tinham quase nenhum impacto no prazer dos assuntos pelos quais as mentes dessas pessoas se sentiam atraídas para divagar”.
Ou seja, em termos grosseiro, poderíamos dizer que qualquer que seja a atividade que você está realizando, se sua mente se distrai e vai para outro lugar, as chances de você estar mais infeliz nessa divagação são maiores – independente se sua mente está pensando em algo melhor (“uma pessoa bonita”) ou pior (“pagar as contas”) do que você está fazendo. Mas é claro que preferimos pensar em algo mais prazeroso: “Apesar das mentes terem mais probabilidade de divagar para assuntos prazerosos (42.5% das amostras) do que para os assuntos não-prazerosos (26.5%) ou neutros (31%), as pessoas não estavam mais felizes pensando nos assuntos mais prazerosos do que em suas atividades atuais“, diz a pesquisa.
“Na verdade, a frequência com que nossas mentes abandonam o presente e o lugar para onde elas tendem a ir pode indicar mais sobre nossa felicidade do que as atividades que nós estamos fazendo”
Essa pesquisa é uma espécie de ‘ponta do iceberg’ de constatações que tradições como o Yoga e o Budismo se baseiam desde a criação de seus principais cânones, datados de vários séculos (em alguns casos, milênios). Num nível mais profundo, o problema da divagação mental lembra os Yoga Sutras do sábio Patanjali Maharishi, que possuem no aforismo “Yoga chitta vritti nirodha“, cuja tradução mais comum é a “restrição das flutuações da mente”, uma de suas máximas mais importantes.
É possível participar da pesquisa instalando e usando o aplicativo de Iphone, a partir do site trackyourhappiness.org.
//////////fonte: http://dharmalog.com/2012/02/28/mente-distraida-e-mente-infeliz-psicologos-de-harvard-encontram-gene-da-infelicidade-na-divagacao-mental/
terça-feira, fevereiro 28, 2012
Física Quântica para todos (5)
Prezados estudantes e curiosos sobre Física Quântica. Vamos começar o post de hoje fazendo uma pequena revisão do que já foi visto até agora.
1) Já vimos que o nome "quântica" vem da quantização da energia. A energia do sol, por exemplo, chega a nós em vários minúsculos pacotinhos de energia chamados de quantum (plural de quantum - quanta);
2) Vimos que Einstein usou a ideia da quantização da energia, proposta por Max Planck, para explicar o efeito fotoelétrico. Einstein explicou o fenômeno mostrando que a luz pode ser entendida como um feixe de fótons (as partículas de luz) e que a energia que cada fóton carrega é proporcional a frequência de vibração da luz. Sendo assim, o fóton da luz azul por exemplo, carrega uma energia maior que o da luz vermelha, já que a luz azul tem uma frequência de vibração maior que a luz vermelha.
3) Já que a luz, que era vista como uma onda na física clássica, agora podia tb ser vista como partículas, será que as partículas tb não poderiam ser vistas como onda??! Sim! A resposta é afirmativa. As partículas, como o elétron, por exemplo, tb apresentam comportamento ondulatório.
Vimos a experiência da fenda dupla, onde um elétron se divide e passa pelas duas fendas ao mesmo tempo!! Ele não poderia fazer isso sendo uma partícula. O elétron se comporta como onda!!
4) O Princípio da Complementaridade atesta a natureza dual da matéria, ou seja, as partículas quânticas são dualidades onda-partícula. Às vezes elas "aparecem" como onda e às vezes como partículas. Na verdade se elas vão se mostrar como onda ou como partículas depende do tipo de experimento que montamos!
Uma das coisas mais estranhas na física quântica, é que o elétron antes de ser observado, ou medido, é uma onda de possibilidades, estando em todos os lugares ao mesmo tempo. No momento da medida, ou da observação, dizemos que o elétron colapsa, a onda de possibilidades colapsa em apenas um resultado.
Na figura acima um elétron é emitido por uma fonte. Antes da detecção o elétron se espalha numa onda de possibilidades e está potencialmente em todos os lugares ao mesmo tempo. Ao passar pelos detectores A e B, o elétron só pode ser encontrado ou em A ou em B.
O colapso da função de onda (como vimos o elétron antes da medida é descrito por uma função de onda), é um dos postulados da mecânica quântica. No momento da medida, o observador colapsa as infinitas possibilidades para apenas um resultado.
Alguma dúvida? rs
Claro que existem dúvidas, não é gente? É tudo muito novo e diferente de nosso senso comum. Mas aos poucos vamos nos familiarizando com esse louco mundo da física quântica.
1) Já vimos que o nome "quântica" vem da quantização da energia. A energia do sol, por exemplo, chega a nós em vários minúsculos pacotinhos de energia chamados de quantum (plural de quantum - quanta);
2) Vimos que Einstein usou a ideia da quantização da energia, proposta por Max Planck, para explicar o efeito fotoelétrico. Einstein explicou o fenômeno mostrando que a luz pode ser entendida como um feixe de fótons (as partículas de luz) e que a energia que cada fóton carrega é proporcional a frequência de vibração da luz. Sendo assim, o fóton da luz azul por exemplo, carrega uma energia maior que o da luz vermelha, já que a luz azul tem uma frequência de vibração maior que a luz vermelha.
3) Já que a luz, que era vista como uma onda na física clássica, agora podia tb ser vista como partículas, será que as partículas tb não poderiam ser vistas como onda??! Sim! A resposta é afirmativa. As partículas, como o elétron, por exemplo, tb apresentam comportamento ondulatório.
Vimos a experiência da fenda dupla, onde um elétron se divide e passa pelas duas fendas ao mesmo tempo!! Ele não poderia fazer isso sendo uma partícula. O elétron se comporta como onda!!
4) O Princípio da Complementaridade atesta a natureza dual da matéria, ou seja, as partículas quânticas são dualidades onda-partícula. Às vezes elas "aparecem" como onda e às vezes como partículas. Na verdade se elas vão se mostrar como onda ou como partículas depende do tipo de experimento que montamos!
Uma das coisas mais estranhas na física quântica, é que o elétron antes de ser observado, ou medido, é uma onda de possibilidades, estando em todos os lugares ao mesmo tempo. No momento da medida, ou da observação, dizemos que o elétron colapsa, a onda de possibilidades colapsa em apenas um resultado.
Na figura acima um elétron é emitido por uma fonte. Antes da detecção o elétron se espalha numa onda de possibilidades e está potencialmente em todos os lugares ao mesmo tempo. Ao passar pelos detectores A e B, o elétron só pode ser encontrado ou em A ou em B.
O colapso da função de onda (como vimos o elétron antes da medida é descrito por uma função de onda), é um dos postulados da mecânica quântica. No momento da medida, o observador colapsa as infinitas possibilidades para apenas um resultado.
Alguma dúvida? rs
Claro que existem dúvidas, não é gente? É tudo muito novo e diferente de nosso senso comum. Mas aos poucos vamos nos familiarizando com esse louco mundo da física quântica.
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