quarta-feira, julho 18, 2012

Relações Sustentáveis - descobrindo a Comunicação Não-Violenta


É um trabalho maravilhoso!! Cliquem na imagem para ampliar. Mais informações cliquem no link: https://www.facebook.com/events/267673053336649/permalink/268030553300899/

Encontro dia 22/07 das 9h às 19h, no CEBB em Curitiba. 
Investimento: Colaboração voluntária.


segunda-feira, julho 09, 2012

Não somos nós que estamos no universo, o universo é que está em nós! (e uma pergunta perturbadora)

video

Excelente vídeo de Neil deGrasse Tyson. Vale a pena!

Como modificar seu cérebro por vontade própria




Será que o vício em cigarro acontece exclusivamente por dependência química à nicotina? Ou é o cérebro quem se acostuma a responder com relaxamento e bem-estar ao ato de jogar fumaça para dentro dos pulmões?
Uma neurologista norte-americana, Charlotte Tomaino, se dedicou a investigar a segunda opção: como o cérebro pode ser “moldado”, ao longo dos anos, devido à repetição de hábitos de vida?
Como resultado de mais de 30 anos de extensas pesquisas neste campo, escreveu o livro “Awakening the brain” (expressão em inglês para “acordando o cérebro”, embora ainda não haja uma versão em português da obra), no qual explora a maneira como podemos manipular, até certo ponto, a forma como nosso cérebro funciona. É a neuroplasticidade.

Massa de modelar

A neurologista explica que o funcionamento interior de cérebro, com trilhões de conexões neurais, está em constante mudança. Obviamente, não controlamos a maior parte dessas alterações: o cérebro age “por si mesmo”.
Mas Charlotte explica que podemos impor nós mesmos um limite ao livre arbítrio do cérebro, e programá-lo para trabalhar de determinada forma em várias situações. O método para forjar o cérebro é simples: repetição das mesmas atitudes que resultem na mesma resposta corporal, ou seja, criar hábitos.
Colocando em termos práticos: por que é tão difícil seguir adiante com aquele entusiasmo inicial de fazer exercícios na academia diariamente? A neuroplasticidade explica.
Como o cérebro de um sedentário não está acostumado às alterações corporais decorrentes da atividade, ele precisa ser moldado. Durante este período, a pessoa determinada a não largar a academia precisa de força redobrada, até ser lapidada mentalmente.
Quando isso acontece, os papéis se invertem: fazer exercícios se torna um vício, tal como o cigarro, e o corpo fica incomodado justamente se não se movimentar. O cérebro, nesse ponto, já se acostumou a usufruir os benefícios da liberação de endorfina no corpo, e responde conforme esta necessidade. Desta forma, a neuroplasticidade é válida para vícios bons e ruins.

Oito ou oitenta

O cérebro é um órgão que se atualiza mais constantemente do que imaginamos. Sempre é tempo de adquirir um novo hábito (que pode exigir mais ou menos força de vontade) e incluir este procedimento na “lista de tarefas” do cérebro.
Da mesma forma que pode-se moldar, contudo, pode-se “desmoldar” conforme você o programa. Da mesma forma que se adquire um novo hábito, pode-se perder. Utilizando mais uma vez o exemplo do exercício físico: não adianta você ter sido um atleta regular até os 25 anos de idade. Se tiver caído no sedentarismo logo depois, vai sofrer como alguém que jamais se exercitou se quiser voltar à ativa depois dos cinquenta.
Nossa mente tende sempre a descartar gradativamente (até chegar ao zero) tudo aquilo que não está sendo usado, e fica apenas com o que é corrente, atual. Assim, o cérebro de um sedentário de 50 anos mal vai “lembrar” da época em que aquele corpo estava em forma. Mais um exemplo de como a neuroplasticidade atua para o bem e para o mal. [CNN/Awakening the Brain/Life Training News]

domingo, julho 08, 2012

Misteriosa estrutura oculta do universo é observada pela primeira vez


Os últimos dias estão sendo agitados no campo da astrofísica. A empolgação geral com a comprovação da existência do bóson de Higgs praticamente encobriu outra descoberta fascinante: a matéria escura foi identificada diretamente pela primeira vez.
Pesquisadores do Observatório da Universidade de Munique, na Alemanha, detectaram uma gigantesca cadeia de matéria escura entre dois super-aglomerados de galáxias, Abell 222 e Abell 223. Astrônomos já haviam pressuposto que o espaço entre as galáxias era composto por matéria escura e fria, mas ela nunca havia sido detectada diretamente. Essa descoberta ajudará os cientistas a entender a evolução do universo.
O universo é preenchido com filamentos de matéria escura, uma misteriosa substância que não pode ser vista. Cientistas sabem que essa obscura estrutura existe porque ela pode ser detectada através de sua atração gravitacional. Calcula-se que a matéria escura componha cerca de 83% da massa de nosso universo.
Alguns cientistas eram céticos com a possibilidade de detectar filamentos de matéria escura atualmente, acreditando que seria necessário esperar por telescópios mais avançados. Mas graças à geometria espacial rara desses dois aglomerados de galáxias, os cientistas alemães conseguiram detectar sinais do que é conhecido como lente gravitacional fraca. O efeito dessa lente gravitacional faz com que a luz de um objeto, como uma galáxia, apareça com sua imagem inclinada na Terra quando passa perto de um aglomerado massivo.

A descoberta

A estrutura de matéria escura encontrada aparece justaposta com a distribuição de matéria comum, o que permite uma comparação sem precedentes entre as duas fontes de gravidade. A matéria escura pode ser detectada porque a forte gravidade do filamento que une os dois aglomerados de galáxias – que ficam a 2,7 bilhões de anos-luz de distância da Terra – funciona como uma lente para a luz que vem de galáxias mais distantes em direção ao nosso planeta. Astrônomos usaram essa luz para calcular a massa e o formato do filamento.
A partir de raios-X emitidos pelo gás quente de matéria comum, cientistas descobriram que essa matéria compõe apenas 9% da massa do filamento. Outros 10% podem ser atribuídos às estrelas e galáxias visíveis. E o restante? A famosa matéria escura, que conecta aglomerados de galáxias pelo universo.
Entender a relação entre a matéria comum e a matéria escura pode ajudar os cientistas a entenderem como a matéria escura é formada, e consequentemente, entender a estrutura do universo. No futuro – não tão distante, esperamos – poderá ser possível descobrir o que compõe a misteriosa e obscura matéria escura.


sábado, julho 07, 2012

O Bóson de Higgs

Queridos amigos,

Tivemos essa semana um marco histórico na Física! Foi confirmada a existência do bóson de Higgs, a apelidada "partícula de Deus"! Com certeza um triunfo da ciência! Um grande feito da capacidade intelectual do ser humano, tanto na parte teórica quanto tecnológica!

É um pouco difícil falar do bóson de Higgs de uma maneira não-técnica, pois ele foi idealizado como uma peça fundamental de um "quebra-cabeças", que seria o Modelo Padrão. O bóson de Higgs complementa de forma crucial esse modelo que temos hoje para explicar e ordenar as centenas de partículas conhecidas e catalogadas, graças aos aceleradores de partículas.

Falando um pouco sobre o Modelo Padrão, como foi dito, ele é a parte da Física Teórica que explica do que o mundo é feito e o que o mantém unido. Dentro do Modelo Padrão temos as partículas fundamentais, que são aquelas que não se subdividem em estruturas menores. Dentre estas partículas fundamentais temos 6 quarks, 6 léptons e as partículas transportadoras de força. O elétron, por exemplo, é um tipo de lépton. Dentre as partículas transportadoras de força temos:

o fóton, que é a partícula transportadora da força eletromagnética;
o glúon, que é a partícula transportadora da força forte;
o W+, W- e Z, que são as partículas transportadoras da força fraca e
o gráviton, que seria a partícula transportadora da gravidade (ainda não observado experimentalmente).

clique na imagem para ampliar

A força eletromagnética já faz parte  da nossa vida; a força forte é a força que atua dentro do núcleo; mantendo os prótons e neutrons unidos; a força fraca é a responsável pelos decaimentos radioativos e a gravidade todos também conhecem.

Analisando-se as partículas descritas pelo Modelo Padrão surge a pergunta:
Por que a partícula W+ tem uma massa elevada enquanto o fóton não possui massa, se ambos são transportadores de forças? O que causa a geração e distribuição de massas entre as partículas e por que elas são tão diferentes?


O bóson de Higgs vem responder esta pergunta. Esta partícula estaria associada ao Campo de Higgs que teria existido em mínimas frações de segundos após o Big Bang, quando todas as partículas estavam livres e misturadas, como numa "sopa" a altíssimas temperaturas. Conforme o Universo recém-nascido foi se expandindo e esfriando o Campo de Higgs foi se tornando mais "denso", como uma gelatina vai endurecendo ao se esfriar. Ao atravessar este campo as diferentes partículas adquiriram suas massas, de acordo com  sua inércia. Por exemplo, uma partícula que passou pelo Campo de Higgs muito rapidamente adquiriu pequena massa, enquanto outra que interagiu mais com o Campo adquiriu uma massa maior.

Esse post foi para termos uma ideia um pouco mais "palpável" de toda esta fundamentação da Física de Partículas. Mas o assunto todo é muito mais longo e complexo e continuaremos discutindo em futuras oportunidades.

Grande abraço,

Eliane

sexta-feira, julho 06, 2012

Porque o bóson de Higgs dá sentido ao universo [partícula de Deus]


Na última quarta-feira (4), em uma coletiva de imprensa realizada no laboratório CERN (Organização Europeia de Pesquisas Nucleares) em Genebra, na Suíça, cientistas anunciaram o que pode ser a descoberta de uma das partículas elementares para a formação de tudo o que existe: o bóson de Higgs.

Há anos, pesquisadores trabalhando no Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), o maior acelerador de partículas que existe, procuram o bóson, partícula que foi proposta pela primeira vez por Peter Higgs em 1964, 48 anos atrás.

Agora, duas equipes separadas do LHC – ATLAS e CMS – chegaram a resultados parecidos que estão em conformidade com as previsões teóricas sobre as partículas subatômicas do Modelo Padrão da Física, com a inclusão do bóson de Higgs. Isso indica que a partícula de fato existe.

O bóson teria massa de 125.3 GeV, e os resultados têm o nível de certeza de 4,9 sigma (o ideal é 5 sigma, nível necessário para reivindicar uma descoberta, pois significa que há menos de uma chance em um milhão dos dados serem um acaso estatístico).

“Foi anunciada a descoberta de um bóson que pode ser o bóson previsto por Higgs há quase 50 anos. A beleza da descoberta vem não apenas da notável previsão teórica, baseada em alguns conceitos bastante simples de simetria, mas do avanço tecnológico que foi preciso fazer para comprovar a sua existência”, comenta a Prof. Dr. Carola Dobrigkeit Chinellato, do Grupo de Física Teórica (GFT), da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

Tal êxito só foi possível com um enorme esforço e trabalho conjunto de milhares de pesquisadores, físicos, engenheiros e técnicos. “Acho que é mesmo um momento histórico”, diz.

Apesar de muita gente achar que o bóson de Higgs é um caso certo, ainda é preciso ter cautela. Os cientistas estão tratando a descoberta como “muito provável”, e pediram tempo para analisar as informações.

“Esta cautela é inteiramente justificável. Embora seja relativamente robusto, níveis de certeza maiores do que 4,9 já vieram a ser modificados pelos próprios dados experimentais. É preciso cuidado”, explica o Prof. Dr. Marcelo M. Guzzo, do Instituto de Física Gleb Wataghin, também da UNICAMP.

A “descoberta” e o Modelo Padrão da Física


O bóson de Higgs é a partícula pela qual supostamente tudo no universo obtém sua massa, inclusive nós, seres humanos.

Sendo assim, a partícula era vista como crucial para que os físicos pudessem dar sentido ao universo. Só que ela nunca tinha sido observada por experimentos.

Por conta de sua importância nos blocos de construção básicos do universo, o bóson recebeu o apelido de “partícula de Deus”, apelido que Guzzo não simpatiza. “Não gosto do nome ‘Partícula de Deus’, apenas se for pensado como uma espécie de brincadeira. Supondo que tenhamos, de fato, descoberto o Higgs, temos em mãos um quebra-cabeça muito mais completo rumo a uma compreensão das partículas elementares e suas propriedades. Isto é muito bom. Mas outras peças que são igualmente importantes neste quebra-cabeça nunca foram chamadas de ‘Partículas de Deus’”, argumenta.

O quebra-cabeça maior seria, por assim dizer, o Modelo Padrão da Física, uma espécie de “livro de instruções” que descreve como as partículas e as forças interagem no universo. Sem a existência do bóson de Higgs, ou seja, de uma partícula que desse massa a todas as outras, todo esse modelo poderia ir por água abaixo.

Sendo assim, uma das grandes consequências da descoberta é o fortalecimento desta teoria em detrimento de teorias alternativas. “Podemos afirmar que nada muda no Modelo Padrão das Partículas Elementares. Pelo contrário. O bóson de Higgs fazia parte do Modelo Padrão que sai muito fortalecido por esta descoberta”, diz Guzzo.

Agora, qualquer outro modelo alternativo ao Modelo Padrão terá que incorporar o Higgs, que passa a ter status de “evidenciado experimentalmente”.

E o bóson de Higgs também ajuda a explicar outras teorias, como a simetria de gauge. “Agora entendemos como a simetria de gauge, um dos pilares da construção do Modelo Padrão e que gera previsões estranhas como, por exemplo, que os bósons intermediários responsáveis pela interação fraca não têm massa, pode incorporar as massas destas partículas que foram encontradas experimentalmente já no início da década de 1970. Isto se dá através do Mecanismo de Higgs”, explica o professor.

O badalado bóson de Higgs, então, foi encontrado (provavelmente). Mas o grande vencedor parece ser o Modelo Padrão da Física.

“O conjunto começa a ficar muito interessante. Bonito mesmo! A ponto que eu gostaria de ver o Modelo Padrão ensinado nas escolas, como um conhecimento popular. É a consagração do Modelo Atomista que há milênios ronda o conhecimento humano”, opina Guzzo.

“Já há muitos anos nós aprendemos sobre a previsão da existência do bóson de Higgs, e ensinamos sobre ele para os nossos alunos. O anúncio dos resultados dos experimentos ATLAS e CMS é motivo de alegria para os físicos, e ainda mais para os físicos que trabalham na área de partículas elementares. Sentimos uma satisfação parecida com a de alguém que está montando um quebra-cabeça enorme e consegue achar a pecinha que estava faltando para completar o quadro”, comemora a professora Carola.

fonte: http://hypescience.com/o-que-significa-a-descoberta-do-boson-de-higgs-particula-de-deus/

quinta-feira, julho 05, 2012

‘Nunca pensei que viveria para ver essa descoberta’

Aos 83 anos, autor da teoria que foi em grande parte confirmada espera que modelo tenha conexão com a cosmologia.

“Nunca pensei que viveria para ver essa descoberta.” A frase emocionada é de Peter Ware Higgs, autor da teoria que foi em grande parte confirmada por uma máquina que custou US$ 8 bilhões e quase 50 anos de estudos. Com 83 anos, dificuldade para ouvir, com uma voz fraca e problemas para andar, o cientista da Universidade de Edimburgo não escondia sua emoção na sede do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern).

O físico teórico Peter Higgs, autor da teoria - Efe
 
O físico teórico Peter Higgs, autor da teoria


A descoberta deverá abrir caminho para que ele, ao lado de seus colegas, receba o prêmio Nobel da Física. “É tudo muito incrível. Não creio que tenha vivido algo assim”, disse ao Estado, cercado por seguranças, como uma verdadeira estrela.


Higgs não teve uma infância fácil. A 2.ª Guerra obrigou sua família a deixar sua região, na Escócia. O jovem Peter foi obrigado a ter aulas em casa, mas logo se interessaria pela matemática.


A presença de Higgs no Cern teve uma pitada de ironia. Ele contou ter enviado um paper para a revista de física do Cern, que na época era a principal publicação científica, com a descoberta – e o material foi rejeitado, sob alegação de que a teoria proposta não tinha fundamento. Cinco décadas depois, a mesma instituição construiu o acelerador para provar sua teoria.


Ateu e claramente irritado por sua descoberta ter ganhado o apelido de “partícula de Deus”, Higgs abandonou o Greenpeace depois que a entidade passou a se opor a sementes geneticamente modificadas.


Ontem, Higgs era ovacionado pelos cientistas que passaram a noite na fila para obter pela manhã um lugar no auditório onde a descoberta seria realizada. A sala vibrava como uma arquibancada de um ginásio lotado numa final de campeonato, com aplausos, gritos e abraços. Higgs não disfarçava sua timidez, insistindo que os cientistas do Cern eram as estrelas, e não ele.


Higgs falou a um grupo de jornalistas. Eis os principais trechos da entrevista:


Qual a importância da descoberta para o sr. e para a física?

É uma confirmação de algo que fiz há 48 anos e dá muita satisfação ser provado que estava certo. Quando elaborei a teoria, não fui muito específico. Não estou preocupado se encontraram apenas um bóson de Higgs ou vários. Do ponto de vista da física, parece que é o fim de uma era e completamos o modelo. Mas o mais importante é que o estudo do que se descobriu hoje levará ao que está por trás do modelo que explica a física. E espero que haja conexão mais interessante com a cosmologia.


O sr. espera um prêmio Nobel por conta disso?

Eu não tenho ideia. Não tenho amigos próximos dentro do comitê do Nobel.
O sr. achou que um dia veria isso?

Não fiquei sonhando durante 48 anos porque tinha mais o que fazer na vida. No começo, não tinha nenhuma esperança de ver essa comprovação durante minha vida. Mas quando aceleradores do tamanho desse de Genebra começaram a aparecer, pensei que talvez haveria alguma chance.


Como o sr. se sente?

Bem tonto, mas muito feliz.

Buracos negros, antimatéria… O sr. acredita que isso tudo é ficção científica?

Vocês podem chamar de ficção científica. Mas para mim são teorias especulativas que existem há algum tempo e só agora começam a ser testadas. Assim como no caso do bóson de Higgs, há muita motivação teórica para que partes dessas teorias sejam verdadeiras.

Em especial a supersimetria, que acho que muitos acreditam que seja necessária em qualquer teoria e poderá unificar o Modelo Padrão com a gravidade. No momento, não parece ser nem mesmo suficiente, mas um passo necessário.

Se não unirmos essas teorias com a da gravidade, então nada divertido ocorrerá. Isso porque a gravidade por si só não se encaixa com a teoria quântica.

fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,nunca-pensei-que-viveria-para-ver-essa-descoberta,895758,0.htm

quarta-feira, julho 04, 2012

Entenda o Bóson de Higgs

Petter Higgs
O Bóson de Higgs é uma partícula crucial no estudo da física quântica – a ciência que estuda as coisas menores do que o átomo. Ele ganhou esse nome em homenagem ao físico britânico Peter Higgs, que disse na década de 60 que essa partícula deu massa à matéria expelida pelo Big Bang há 14 bilhões de anos, o que permitiu o surgimento de tudo o que existe no cosmos.

Peter Higgs sugeriu que todas as partículas existentes não possuíam massa e eram todas iguais logo após o Big Bang, a explosão que deu origem ao Universo. Conforme o cosmos esfriou, um campo de força invisível, o “campo de Higgs”, se formou com seus respectivos bósons (um tipo de partícula subatômica).

Esse campo permanece no cosmos e qualquer partícula que interaja com ele recebe uma massa através dos bósons. Quanto mais interagem, mais pesadas se tornam. As partículas que não interagem permanecem sem massa. Portanto, as partículas só conseguiram ganhar massa devido ao Bóson de Higgs.


O Bóson de Higgs

O Bóson de Higgs completa os elementos essenciais do chamado Modelo Padrão da física, derivado do trabalho de Albert Einstein e seus sucessores no começo do século 20, e que abriu caminho para a física moderna.

Esse domínio inclui a supersimetria, a sustentação da teoria das cordas e a ideia de universos paralelos, matéria escura (a matéria "escondida" no cosmos) e energia negra, que estaria supostamente fazendo as galáxias se distanciarem.


A Partícula de Deus de Leon Lederman

Em 1993, o Bóson de Higgs ficou conhecido como Partícula de Deus. Isso porque Leon Lederman, físico e ganhador do Prêmio Nobel, publicou o livro "A Partícula de Deus: Se o Universo é a resposta, qual é a pergunta?".

Em sua obra, Lederman conclui que o Bóson de Higgs tem a capacidade de resolver tantos problemas da física que só poderia ser considerada uma partícula divina. Ele sugeriu que o Bóson de Higgs se chamasse Partícula do Diabo, mas o editor vetou o nome e trocou por Partícula de Deus. Porém, o Bóson de Higgs não tem nenhuma relação com Deus.


A importância do LHC
O LHC, o Grande Colisor de Hádrons, acelerador de partículas do CERN (Centro Europeu de Pesquisas Nucleares), colide prótons com uma velocidade próxima a da luz a fim de simular as condições do Big Bang. Assim, é possível encontrar partículas, como o Bóson de Higgs, a fim de comprovar que a teoria do Modelo Padrão está certa.

O Bosón de Higgs é considerado uma partícula difícil de se encontrar e analisar as características por causa de sua vida curta. Como decaí muito rapidamente, a partícula não pode ser observada diretamente. Por isso, após as colisões, uma grande quantidade de dados é examinada por uma série de computadores. Depois, os cientistas analisam vários canais possíveis de decaimento no acelerador a fim de encontrar as partículas.


Existência do Boson de Higgs é CONFIRMADA [partícula de Deus]

É um marco histórico, mas é apenas o começo.



Uma coletiva de imprensa realizada no CERN (Organização Européia de Pesquisas Nucleares) em Genebra, Suíça, anunciou hoje (quarta), a descoberta de uma das partículas elementares para a formação de tudo o que existe: o Boson de Higgs.

“Nós observamos em nossos dados sinais claros de uma nova partícula.” Disse a porta-voz do ATLAS Fabiola Gianotti.

Peter Higgs, que propôs a partícula teórica décadas atrás e deu nome a mesma, estava presente durante o evento e foi recebido com muitos aplausos pelo auditório cheio de jornalistas, cientistas e entusiastas da Física de Partículas.

Por muitos anos as demais partículas do modelo padrão da física tem sido testadas e confirmadas com menos de 1% de incerteza.

Os novos resultados, anunciados na coletiva, são preliminares, mas que os especialistas entendem ser bem sólidos. O equipamento do LHC esteve funcionando com todos seus componentes próximos de 100% de eficiência e possui grande sensibilidade para detectar a nova partícula.

Foram inúmeros dados coletados e analisados em 2011 e 2012. No ano passado já haviam indicações da existência da partícula segundo dados do LHC, mas eram resultados muitos imprecisos. Neste ano a resolução do aparelho foi aumentada significativamente e apenas nas últimas duas semanas os sinais definitivos foram detectados.

Na demonstração da coletiva muitos dados técnicos foram apresentados. O que pareciam flutuações anteriormente passaram a ser observações significativas e consistentes.

Este pico vermelho no gráfico confirma a existência do sinal do Bóson de Higgs, segundo Joe

As descobertas estão em conformidade com as previsões teóricas sobre as partículas subatômicas do modelo padrão agora com a inclusão do Higgs.

“Tudo está muito consistente … mas ainda é muito cedo.” Afirmou o cientista que anunciou a descoberta. São 95% de precisão. “Ainda estamos um pouco fora.” Durante as próximas semanas e meses as descobertas serão mais afinadas, segundo ele.

A massa medida é de 125.3 +- 0.6 GeV. São medições precisas das propriedades do Boson de Higgs. Finalmente nós observamos o novo Boson com massa de 125.3 GeV com 4.9 sigma de significância.

Observamos uma partícula compatível com o Boson de Higgs. O Higgs é responsável pelas partículas terem massa, ou seja, a capacidade de se agruparem para formarem matéria. Sejamos gratos aos cientistas que descobriram mais uma parte misteriosa da natureza sem a qual nada do que conhecemos hoje existiria, nem sequer nós mesmos.  [Science 2.0 webcast e liveblog]

fonte: http://hypescience.com/boson-de-higgs-confirmado-existe-de-particula-de-deus/?

terça-feira, julho 03, 2012

Cientistas afirmam ter provas da existência da “partícula de Deus”

Físicos devem anunciar amanhã resultados das últimas pesquisas que podem explicar por que há massa no universo.

Cientistas acreditam que a chamada “partícula de Deus”­­ ou “bóson de Higgs”, que pode explicar os fundamen­­tos do universo, é algo real e estão para apresentar as provas. Físicos do maior colisor de partículas do mundo pretendem anunciar amanhã que praticamente confirmaram o primeiro princípio da teoria que pode dar contorno ao conhecimento científico de toda a matéria.
O foco da atenção, o bóson de Higgs, é uma partícula subatômica, cuja existência poderia explicar por que alguns objetos no universo têm massa, enquanto outros possuem apenas energia. Trata-se de uma peça crucial, e ainda não encontrada, para a compreensão dos cientistas sobre como o universo foi criado e sua descoberta pode representar uma das maiores realizações da física moderna.
Corrida científica
Pesquisadores dos EUA também veem indícios do “bóson de Higgs”
AFP
Físicos nos EUA reportaram ontem a descoberta de fortes indícios da existência do bóson de Higgs, a esquiva partícula conhecida como a “Partícula de Deus” e que supostamente faz com que os objetos tenham massa. Mas o grupo de pesquisadores vai esperar mais informações da Europa para confirmar uma possível descoberta.
“Nossas informações apontam fortemente para a existência do bóson de Higgs, mas precisamos dos resultados dos experimentos do Grande Colisor de Hádrons (LHC ou acelerador de partículas) na Europa para confirmar uma descoberta”, declarou Rob Roser, porta-voz do laboratório nacional americano Fermilab, no estado de Illinois. A equipe de especialistas descobriu que há apenas uma chance em 550 de que o sinal encontrado seja meramente um acaso estatístico.
“É mais fácil buscar o rosto de um amigo em um estádio com 100 mil pessoas do que uma partícula de Higgs em bilhões de colisões.”
Luciano Ristori, físico do laboratório nacional americano Fermilab.
Pesquisadores Centro Eu­­ropeu de Pesquisa Nuclear, também conhecido pela sigla Cern, dizem ter compilado grandes quantidades de dados que mostram pegadas e sombras da partícula, provando sua existência, embora a partícula em si nunca tenha sido realmente vista.
Ninguém sabe qual seria a massa de um bóson de­­­­ Higgs. Então, os cientistas­­ buscam a partícula de for­­ma indireta, chocando par­­tículas umas contra as ou­­tras em gigantes colisores e­­ observando quais outras par­­tículas subatômicas são cria­­das no processo.
O colisor do Cern, uma instalação de US$ 10 bilhões conhecida como Grande Co­­lisor de Hádrons, instalado na fronteira entre França e Suíça, realiza colisões de prótons para investigar a matéria negra, a antimatéria e a criação do universo, que segundo muitos cientistas ocorreu após uma enorme explosão, conhecida como Big Bang.
Dois grupos independentes de cientistas que trabalham no projeto, Atlas e CMS, pretendem anunciar publicamente mais dados sobre o bóson de Higgs durante reuniões em outubro e dezembro. Cada um dos grupos compreende milhares de pessoas, que trabalham independentemente, para assegurar a precisão dos dados.