terça-feira, setembro 27, 2011

Curso: Universo Quântico, como a Física Quântica pode ajudar a mudar o mundo e a nós mesmos.

Queridos amigos,

Com muita alegria venho convidar a todos para um lindo curso de Física Quântica, baseado nos estudos do PhD em Física Amit Goswami, autor dos livros "A Fisica da Alma", "O Universo Autoconsciente", "O Medico Quântico", "O Ativista Quântico", entre outros, e tb nas palestras de SS Dalai Lama em São Paulo.

Como saiu na matéria de capa da Scientific American de agosto último, a Física Quântica não se restringe apenas ao universo das partículas subatômicas, mas é a física que rege tb nosso mundo macroscópico, plantas, animais e pessoas. Desta forma é importante que conheçamos seus conceitos básicos e sua aplicabilidade em nossa vida.

Também aproveitando a inspiração e a mensagem dos encontros com SS Dalai Lama, parte da renda do curso será doada a Escola Caminho do Meio, que proporciona educação para crianças baseada em valores éticos.

Sejam todos muito bem vindos!
Todos juntos por um mundo melhor!

Informações com Cristiane pelo e-mail: fisicaquantica@uol.com.br
ou pelo tel (41) 9886-1769

Agradeço muito se puderem fazer a gentileza de divulgar para seus contatos. Vcs podem compartilhar aqui pelo blog mesmo.

Grande abraço,
clique na imagem para ampliar

sábado, setembro 24, 2011

A surpreendente física da água: 9 fatos sobre H2O.



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veja a matéria completa em: http://hypescience.com/a-surpreendente-fisica-da-agua-9-fatos-sobre-h2o/
Às vezes, a água parece desafiar as leis da física, mantendo-se unida apesar das tentativas da gravidade ou mesmo da pressão de objetos pesados.
Este é o poder da tensão superficial, uma propriedade que faz com que a camada externa de um corpo de água (e alguns outros líquidos) aja como uma membrana flexível. A tensão superficial surge porque as moléculas de água se vinculam frouxamente umas com as outras. Por causa das ligações fracas entre elas, as moléculas na superfície puxam para dentro as moléculas abaixo delas.
A água fica “junto” até que as forças para separá-la ultrapassem a força daquelas ligações fracas, e quebrem a superfície.
Na foto acima, por exemplo, um clipe repousa sobre a camada superior de um corpo de água. Embora o metal seja mais denso que a água e, portanto, deveria afundar, a tensão superficial está impedindo que o clipe quebre a superfície da água.

Como diz o ditado, “não há dois flocos de neve iguais”. De fato, em toda a história da neve, cada uma dessas belas estruturas é completamente única.
Eis o porquê: um floco de neve começa como um prisma hexagonal simples. À medida que cada floco cai, esbarra em uma gama única de condições, incluindo diferentes temperaturas, umidade e pressão do ar. Isso é o suficiente para nunca se formarem cristais da mesma forma duas vezes.
Dito isto, a coisa legal sobre flocos de neve é que seus seis braços crescem em perfeita sincronia, criando simetria hexagonal, porque cada braço experimenta as mesmas condições que todos os outros.

Quando há um enorme gradiente de temperatura entre a água e o ar exterior – por exemplo, quando uma panela de água fervente de 100 graus Celsius é espirrada em um ar com 34 graus Celsius negativos, um efeito surpreendente ocorre. A água fervente vira instantaneamente neve.
A explicação: o ar extremamente frio é muito denso, com suas moléculas espaçadas tão intimamente que não há muito espaço sobrando para o transporte de vapor de água. Água fervente, por outro lado, emite vapor muito facilmente. Quando a água é lançada no ar, ela quebra em gotas, que têm ainda mais área de superfície para o vapor subir. Isso representa um problema.
Há mais vapor emitido do que o ar poderia, de modo que o vapor “precipita” por ligação com partículas microscópicas no ar, como sódio ou cálcio, formando cristais. Essa é a formação de flocos de neve.

sexta-feira, setembro 23, 2011

Cientistas dizem ter encontrado partícula que viaja mais rápido que a luz

Cientistas do Centro Europeu de Investigação Nuclear (Cern, na sigla em inglês), em Genebra, afirmaram nesta quinta-feira que teriam registrado partículas subatômicas capazes de viajar mais rápido do que a velocidade da luz.

Se a descoberta for realmente comprovada, ela contradiz uma das leis fundamentais da física e pode alterar os pilares dessa área científica.
Isso porque a descoberta invalidaria parte da Teoria da Relatividade de Albert Einstein, que afirma que nada pode viajar mais rápido do que a luz.
Os pesquisadores admitiram estarem surpresos com os resultados e já solicitaram que outros cientistas chequem os dados do experimento.
O Cern abriga o gigantesco acelerador de partículas batizado de Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), criado para simular um Big Bang,

Descoberta que contradiz teoria de Einstein intriga cientistas
Jason Palmer
Da BBC News
O laboratório Cern, nos arredores de Genebra 
O laboratório Cern, nos arredores de Genebra

Cientistas estão intrigados pelos resultados obtidos por cientistas do Centro Europeu de Investigação Nuclear (Cern, na sigla em francês), em Genebra, que afirmaram ter descoberto partículas subatômicas capazes de viajar mais rápido do que a velocidade da luz.
Neutrinos enviados por via subterrânea das instalações de Cern para o de Gran Sasso, a 732 km de distância, pareceram chegar ao seu destino frações de segundo mais cedo que a teoria de um século de física faria supor.
As conclusões do experimento, que serão disponibilizadas na internet, serão cuidadosamente analisadas por outros cientistas.
Um dos pilares da física atual – tal e qual descrita por Albert Einstein em sua teoria da relatividade – é que a velocidade da luz é o limite a que um corpo pode viajar. Milhares de experimentos já foram realizados a fim de medi-la com mais e mais precisão.
Até então nunca havia sido possível encontrar uma partícula capaz de exceder a velocidade da luz.
"Tentamos encontrar todas as explicações possíveis para esse fenômeno. Queríamos encontrar erros – erros triviais, erros mais complicados, efeitos indesejados – e não encontramos", disse à BBC um dos autores do estudo, Antonio Ereditato, ressaltando a cautela do grupo em relação às próprias conclusões.
"Quando você não encontra nada, conclui, 'Bom, agora sou obrigado a disponibilizar e pedir à comunidade (científica internacional) que analise isto'."
Partículas aceleradas
Já se sabe que os neutrinos viajam a velocidades próximas da da luz. Essas partículas existem em diversas variedades, e experimentos recentes observaram que são capazes de mudar de um tipo para outro.
No projeto de Antonio Ereditato, Opera Collaboration, os cientistas preparam um único feixe de um tipo de neutrinos, de múon, e os envia do laboratório de Cern, em Genebra, na Suíça, para o de Gran Sasso, na Itália, para observar quantos se transformam em outro tipo de neutrino, de tau.
Ao longo dos experimentos, a equipe percebeu que as partículas chegavam ao seu destino final alguns bilionésimos de segundo abaixo do tempo que a luz levaria para percorrer a mesma distância.
A medição foi repetida 15 mil vezes, alcançando um nível de significância estatística que, nos círculos científicos, pode ser classificada como uma descoberta formal.
Entretanto, os cientistas entendem que erros sistemáticos, oriundos, por exemplo, das condições em que o experimento foi realizado ou da calibração dos instrumentos, poderia levar a uma falsa conclusão a respeito da superação da velocidade da luz.
"Meu sonho é que outro experimento independente chegue à mesma conclusão – nesse caso eu me sentiria aliviado", disse o cientista.
"Não estamos afirmando nada, pedimos a ajuda da comunidade para entender esses resultados malucos – porque eles são malucos. As consequências podem ser muito sérias."

terça-feira, setembro 20, 2011

Meditação altera estrutura do cérebro em oito semanas

Meditação altera estrutura do cérebro em oito semanas
Este estudo reforça resultados de pesquisas anteriores ao eliminar outros efeitos e documentar que as diferenças foram efetivamente produzidas pela meditação.[Imagem: Sara Lazar]
Massa cinzenta
Dois meses de prática de meditação são suficientes para gerar mudanças mensuráveis nas regiões do cérebro associadas à memória, ao sentido de si mesmo, à empatia e ao estresse.
Em um estudo que será publicado na revista Psychiatry Research, uma equipe liderada por cientistas do Hospital Geral de Massachusetts (MGH) relata os resultados deste que é o primeiro estudo a documentar alterações na massa cinzenta do cérebro produzidas pela meditação.
Os praticantes de meditação sempre afirmaram que, além da sensação de relaxamento e tranquilidade física, eles experimentam benefícios cognitivos e psicológicos de longa duração.
Os cientistas agora confirmaram essas alegações e demonstraram que elas estão associadas a alterações físicas reais no cérebro.
Meditação que altera o cérebro
Estudos anteriores de vários grupos encontraram diferenças estruturais entre os cérebros de praticantes de meditação experientes e de indivíduos sem história de meditação, sendo observado um espessamento do córtex cerebral em áreas associadas com a atenção e a integração emocional.
Este estudo reforça essas conclusões ao eliminar outros efeitos e documentar que tais diferenças foram efetivamente produzidas pela meditação.
O estudo usou imagens de ressonância magnética do cérebro dos participantes.
Os participantes relataram também redução do nível de estresse, que foram correlacionados com a diminuição da densidade da massa cinzenta na amígdala, que é conhecida por desempenhar um papel importante na ansiedade e no estresse, mas também na sociabilidade.
Plasticidade do cérebro
Por muito tempo os cientistas acreditaram ter "evidências" de que o cérebro era uma estrutura fixa, com um número de neurônios que só fazer decrescer ao longo da vida.
Hoje já é reconhecido não apenas que o cérebro é dotado de uma incrível plasticidade, mas também que mudanças no cérebro podem ser induzidas voluntariamente.
"É fascinante ver a plasticidade do cérebro e que, praticando a meditação, podemos desempenhar um papel ativo para mudar nosso cérebro e aumentar o nosso bem-estar e nossa qualidade de vida," diz Britta Hölzel, da Universidade de Giessen, na Alemanha, coautora do estudo.
Fonte:

 www.diariodasaude.com.br

domingo, setembro 18, 2011

Dalai Lama pede para não ser visto como um ser absoluto

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Dalai Lama no Brasil

Maravilhosa a vinda de SS Dalai Lama ao Brasil! Em suas palestras e encontros com cientistas em São Paulo sua mensagem mais uma vez foi a da prática da compaixão, tolerância e respeito às diferenças. Independente da religião, de se ter alguma crença ou não, os valores éticos precisam ser incorporados em nossa sociedade e na ciência.
Excelente a palestra do Dr Edson Amaro Jr, do hospital Albert Einstein, falando sobre a plasticidade cerebral. Como é bom ver o talento e o brilhantismo de nossa safra de cientistas brasileiros. Maravilhosa também a palestra da Dra Tamara Russell  do King's College de Londres falando sobre "As aplicações clínicas das práticas contemplativas". Vale destacar de sua fala a importância dada a  - presença mental (mindfulness) - e que segundo sua pesquisa o que sempre estava no coração do problema era o  - lutar contra - uma determinada situação. 
Também o PhD Geshe Lobsang da Emory University, EUA, deu uma linda palestra mostrando, entre outras coisas, dados científicos de como a meditação age positivamente na parte neuroendócrina, medindo as taxas de hormônios relacionados ao stress, antes e depois de 6 semanas de prática de meditação contemplativa. Muito interessante também o estudo da capacidade de "ler a mente pelos olhos" ou seja, a capacidade de empatia, e como essa empatia, essa capacidade de entender o que se passa com outro ser, cresce entre as pessoas que praticam a meditação.
Finalizando o diálogo SS Dalai Lama falou sobre nossa busca pela felicidade, como que de modo algum ela pode estar separada dos valores internos. Não é uma questão de religião, nem de crenças, é uma questão prática.  Falou também sobre a perspectiva do secularismo, para disseminar os valores internos num nível universal isso deve ser feito no nível da educação. Os valores internos devem ser integrados pela educação, sem a necessidade de uma ou outra religião.
Gratidão a todos que colaboraram para tão precioso evento!

quarta-feira, setembro 14, 2011

Caçada pelo Bóson de Higgs (Partícula de Deus) próxima do fim.


Uma das missões mais “obcecadas” do famoso LHC (Large Hadron Collider, o colisor subterrâneo de partículas que foi criado para redefinir vários conceitos da física), desde o início, é encontrar o Bóson de Higgs.
A partícula que explicaria, a grosso modo, porque todas as partículas subatômicas têm massa, ainda é apenas uma hipótese não comprovada. Mas os cientistas afirmam que a descoberta definitiva é apenas questão de (pouco) tempo.
Aparentemente, o LHC teve um salto de qualidade. O porta voz do projeto, Guido Tonelli, conta que a expectativa para a descoberta do Bóson era no final de 2012, mas o ótimo funcionamento da máquina antecipou a previsão para o final de dezembro desse ano. Tudo porque os procedimentos estão mais rápidos do que se imaginava.
Os cientistas devem alcançar o objetivo através de colisão de partículas, que cedo ou tarde, conforme eles esperam, isolarão o Bóson de Higgs e o tornarão detectável pelos sensores.
O mapeamento do túnel do LHC é feito por femtobarns inversos, uma unidade de medida especial para colisões de partículas. Ao todo, há 5 femtobarns onde o Bóson de Higgs pode ser localizado. Até o momento, 2.5 femtobarns já foram rastreados (o que equivale a 175 bilhões de colisões), e isso levou poucos meses para acontecer. O prazo esperado era de dois anos.
Os cientistas explicam, no entanto, que nada é garantido. A começar, não há 100% de certeza que o Bóson de Higgs realmente será detectado para comprovar a teoria que vem sendo construída. Além disso, os pesquisadores apontam para a possibilidade, ainda que pequena, de os 5 femtobarns não serem o suficiente para se mapear com precisão o Bóson de Higgs, o que iria requerer mais tempo e trabalho dos pesquisadores. As expectativas, contudo, são otimistas. (BBC)

segunda-feira, setembro 12, 2011

Ativismo Quântico - Palestra

Caros colegas,

Hj  às 20h estarei falando numa rádio da Web, a rádio De Bem Com a Vida, sobre o Ativismo Quântico - como a física quântica pode ajudar a mudar o mundo e a  nós mesmos". Quem quiser conferir e participar do programa ao vivo seja muito bem vindo. Para acessar a rádio clique em: http://www.radiodebemcomavida.com/

Abraços e uma ótima semana!

Eliane P. Serra Xavier

quinta-feira, setembro 08, 2011

Universo Holográfico

Em 1982 ocorreu algo muito importante na Universidade de Paris. Uma equipe de pesquisa liderada pelo físico Alain Aspect descobriu que sob certas circunstâncias, partículas subatômicas como os elétrons são capazes de instantaneamente se comunicar uns com os outros não importando a distância entre eles. Podem ser 5 metros ou 5 bilhões de metros. De alguma forma uma partícula sempre sabe o que a outra está fazendo.

O problema com esta descoberta é que ela coloca em causa a afirmação de Einstein que nenhuma comunicação pode viajar mais rápido do que a velocidade da luz. E como viajar mais rápido que a velocidade da luz é o objectivo máximo para quebrar a barreira do tempo, este fato estonteante tem feito com que muitos físicos tentem vir com maneiras elaboradas para descartar os achados de Aspect.

O físico da Universidade de Londres, David Bohm, acredita que as descobertas de Aspect implicam em que a realidade objectiva não existe, que a despeito da aparente solidez o universo está no coração de um holograma fantástico, gigantesco e extremamente detalhado. Para entender porque Bohm faz esta afirmativa surpreendente, temos primeiro que saber um pouco sobre hologramas. Um holograma é uma fotografia tridimensional feita com a ajuda de um laser.

Para fazer um holograma, o objecto a ser fotografado é primeiro banhado com a luz de um raio laser. Então um segundo raio laser é colocado fora da luz reflectida do primeiro e o padrão resultante de interferência (a área aonde se combinam estes dois raios laser) é capturada no filme. Quando o filme é revelado, parece um redemoinho de luzes e linhas escuras. Mas logo que este filme é iluminado por um terceiro raio laser, aparece a imagem tridimensional do objecto original (como no filme Avatar, a imagem tridimensional da selva de Pandora era um holograma).

A tridimensionalidade destas imagens não é a única característica importante dos hologramas. Se o holograma de uma maçã é cortado na metade e então iluminado por um laser, em cada metade ainda será encontrada uma imagem da maçã inteira. E mesmo que seja novamente dividida cada parte do filme sempre apresentará uma menor, mas ainda intacta versão da imagem original. Diferente das fotografias normais, cada parte de um holograma contém toda a informação possuída pelo todo.

A natureza de "todo em cada parte " de um holograma nos proporciona uma maneira inteiramente nova de entender organização e ordem. Durante a maior parte de sua história, a ciência ocidental tem trabalhado dentro de um conceito que a melhor maneira para entender um fenómeno físico, seja ele um sapo ou um átomo, é dissecá-lo e estudar suas partes respectivas. Um holograma nos ensina que muitas coisas no universo não podem ser conduzidas por esta abordagem. Se tentamos tomar alguma coisa à parte, alguma coisa construída holograficamente, não obteremos as peças da qual esta coisa é feita, obteremos apenas inteiros menores.

Este "insight" é o sugerido por Bohm como outra forma de compreender os aspectos da descoberta de Aspect. Bohm acredita que a razão que habilita as subpartículas a permanecerem em contacto umas com as outras a despeito da distância que as separa não é porque elas estejam enviando algum tipo de sinal misterioso, mas porque esta separação é uma ilusão. Ele argumenta que em um nível mais profundo de realidade estas partículas não são entidades individuais, mas são extensões da mesma coisa fundamental.

Para capacitar as pessoas a melhor visualizarem o que ele quer dizer, Bohm oferece a seguinte ilustração: Imagine um aquário que contém um peixe. Imagine também que você não é capaz de ver este aquário directamente e seu conhecimento deste aquário se dá por meio de duas câmaras de televisão, uma dirigida ao lado da frente e outra a parte lateral.


Quando você fica observando atentamente os dois monitores, você acaba presumindo que o peixe de cada uma das telas é uma entidade individual. Isto porque como as câmeras foram colocadas em ângulos diferentes, cada uma das imagens será também ligeiramente diferente. Mas se você continua a olhar para os dois peixes, você acaba adquirindo a consciência de que há uma relação entre eles.

Quando um se vira, o outro faz uma volta correspondente apenas ligeiramente diferente; quando um se coloca de frente para a frente, o outro se coloca de frente para o lado. Se você não sabe das angulações das câmeras você pode ser levado a concluir que os peixes estão se intercomunicando, apesar de claramente este não ser o caso.

Isto, diz Bohm, é precisamente o que acontece com as partículas subatômicas na experiência de Aspect. Segundo Bohm, a aparente ligação mais-rápido-do-que-a-luz entre as partículas subatômicas está nos dizendo realmente que existe um nível de realidade mais profundo da qual não estamos privados, uma dimensão mais complexa além da nossa própria que é análoga ao aquário. E ele acrescenta, vemos objectos como estas partículas subatômicas como se estivessem separadas umas das outras porque estamos vendo apenas uma porção da realidade delas.

Estas partículas não são partes separadas mas sim facetas de uma unidade mais profunda e mais subliminar que é holográfica e indivisível como a maçã previamente mencionada. E como tudo na realidade física está compreendido dentro destes "eidolons", o próprio universo é uma projecção, um holograma.

Em adição a esta natureza fantástica, este universo possuiria outras características surpreendentes. Se a aparente separação das partículas subatômicas é uma ilusão, isto significa que em nível mais profundo de realidade todas as coisas do universo estão infinitamente interconectadas.