quarta-feira, julho 27, 2011

O que passou pela mente de Ric Elias antes e depois de seu acidente de avião

SENSACIONAL DEPOIMENTO DE RIC ELIAS QUE ESTAVA SENTADO NA PRIMEIRA FILA DO AVIÃO NO VOO 1549,  QUE POUSOU NO RIO HUDSON EM NYC, EM JANEIRO DE 2009.
O QUE PASSOU PELA MENTE DELE, MINUTOS ANTES E DEPOIS.  É UMA LIÇÃO DE VIDA A TODOS NÓS.


Fantástico o que ele diz sobre a negatividade em nossas vidas. É questão de DECIDIR que ela acabou! É assim mesmo! Como ensinou Buda, vamos despertar! Chega de viver condicionados e anestesiados...

segunda-feira, julho 25, 2011

Em busca da "Partícula de Deus"

Em busca da Partícula de Deus
O Atlas, assim como o segundo detector, o CMS ("Compact Muon Detector"), é um detector genérico, capaz de detectar qualquer tipo de partícula, inclusive partículas ainda desconhecidas ou não previstas pela teoria. [Imagem: Cern]
 
Acelerador e sensores
Atlas era um dos titãs da mitologia grega, condenado para sempre a sustentar os céus sobre os ombros. Aqui, Atlas é um dos quatro gigantescos detectores que farão parte do maior acelerador de partículas do mundo, o LHC, que está em fase adiantada de testes e deverá entrar em operação nos próximos meses.
LHC é uma sigla para "Large Hadron Collider", ou gigantesco colisor de prótons. Parece difícil exagerar as grandezas desse laboratório que está sendo construído a 100 metros de profundidade, na fronteira entre a França e a Suíça. A estrutura completa tem a forma de um anel, construída ao longo de um túnel com 27 quilômetros de circunferência.
As partículas são aceleradas por campos magnéticos ao longo dessa órbita de 27 Km, até atingir altíssimos níveis de energia. Mais especificamente, 7 trilhões de volts. Em quatro pontos do anel, sob temperaturas apenas levemente superiores ao zero absoluto, as partículas se chocam, produzindo uma chuva de outras partículas, recriando um ambiente muito parecido com as condições existentes instantes depois do Big Bang.
Nesses quatro pontos estão localizados quatro detectores. O Atlas, mostrado na foto nas suas etapas finais de montagem, é um deles. O Atlas, assim como o segundo detector, o CMS ("Compact Muon Detector"), é um detector genérico, capaz de detectar qualquer tipo de partícula, inclusive partículas ainda desconhecidas ou não previstas pela teoria. Já o LHCb e o ALICE são detectores "dedicados", construídos para o estudo de fenômenos físicos específicos.
Bóson de Higgs
Quando os prótons se chocam no centro dos detectores as partículas geradas espalham-se em todas as direções. Para capturá-las, o Atlas e o CMS possuem inúmeras camadas de sensores superpostas, que deverão verificar as propriedades dessas partículas, medir suas energias e descobrir a rota que elas seguem.
O maior interesse dos cientistas é descobrir o Bóson de Higgs, a única peça que falta para montar o quebra-cabeças que explicaria a "materialidade" do nosso universo. Por muito tempo se acreditou que os átomos fossem a unidade indivisível da matéria. Depois, os cientistas descobriram que o próprio átomo era resultado da interação de partículas ainda mais fundamentais. E eles foram descobrindo essas partículas uma a uma. Entre quarks e léptons, férmions e bósons, são 16 partículas fundamentais: 12 partículas de matéria e 4 partículas portadoras de força.
A Partícula de Deus
O problema é que, quando consideradas individualmente, nenhuma dessas partículas tem massa. Ou seja, depois de todos os avanços científicos, ainda não sabemos o que dá "materialidade" ao nosso mundo. O Modelo Padrão, a teoria básica da Física que explica a interação de todas as partículas subatômicas, coloca todas as fichas no Bóson de Higgs, a partícula fundamental que explicaria como a massa se expressa nesse mar de energias. É por isso que os cientistas a chamam de "Partícula de Deus".
O Modelo Padrão tem um enorme poder explicativo. Toda a nossa ciência e a nossa tecnologia foram criadas a partir dele. Mas os cientistas sabem de suas deficiências. Essa teoria cobre apenas o que chamamos de "matéria ordinária", essa matéria da qual somos feitos e que pode ser detectada por nossos sentidos.
Mas, se essa teoria não explica porque temos massa, fica claro que o Modelo Padrão consegue dar boas respostas sobre como "a coisa funciona", mas ainda se cala quando a pergunta é "o que é a coisa". O Modelo Padrão também não explica a gravidade. E não pretende dar conta dos restantes 95% do nosso universo, presumivelmente preenchidos por outras duas "coisas" que não sabemos o que são: a energia escura e a matéria escura.
É por isso que se coloca tanta fé na Partícula de Deus. Ela poderia explicar a massa de todas as demais partículas. O próprio Bóson de Higgs seria algo como um campo de energia uniforme. Ao contrário da gravidade, que é mais forte onde há mais massa, esse campo energético de Higgs seria constante. Desta forma, ele poderia ser a fonte não apenas da massa da matéria ordinária, mas a fonte da própria energia escura.
Em dois ou três anos saberemos se a teoria está correta ou não. Ou, talvez, nos depararemos com um mundo todo novo, que exigirá novas teorias, novos equipamentos e novas descobertas.

fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=010805070402

quarta-feira, julho 20, 2011

Mundo Quântico - Scientific American

A Vida em um Mundo Quântico
A mecânica quântica não se restringe a partículas minúsculas. Ela se aplica a coisas de todos os tamanhos: pássaros, plantas e pessoas.

A revista Scientific American deste mês fala das leis da física quântica em objetos macroscópicos e também sobre a criação da massa e da Partícula de Deus, o bóson de Higgs. Fantástico!

segunda-feira, julho 18, 2011

O que a Teoria da Relatividade diz sobre destino?

A passagem do tempo é uma ilusão. O futuro existe agora mesmo. E é tão imutável quanto o passado. É o que mostra a Teoria da Relatividade. Isso significa que o destino pode existir? Significa.

por Alexandre Versignassi

Imagine tudo o que está acontecendo agora, neste segundo. Você acaba de piscar o olho. Uma moeda afunda na água da Fontana di Trevi, em Roma. Mick Jagger escova os dentes. O Sol se põe num vale de Marte. Alguma forma de vida de uma galáxia muito, muito distante, acorda para ir trabalhar. Só dá um desconto: pode ignorar que você não tem como saber se tudo isso está acontecendo mesmo. Só pense nessas imagens como um retrato do Universo inteiro neste momento.

Agora vou pedir que um leitor de uma galáxia muito, muito distante faça o mesmo exercício. Na ideia de agora que ele faz do Cosmos vai estar você piscando o olho, a moeda e tudo o mais? Vai.

Mas aí o leitor da outra galáxia fica com sede e se levanta para tomar um copo de arsênico. Agora que ele está na cozinha eu peço que ele faça outro retrato mental do Universo. Neste momento muda tudo. Na nova imagem dele, feita só 10 segundos depois, a Terra estará no ano de 2100. Isso acontece porque a forma como os indivíduos percebem a passagem do tempo muda conforme eles se movimentam. Foi o que Einstein descobriu: quando a sua velocidade aumenta, você corre em direção ao futuro mais rápido do que quem está parado. Se você vai de bicicleta até a padaria, chega lá mais no futuro do que se tivesse ido a pé. Uma fração de quatrilhonésimo de segundo no futuro, mas chega. Se a bicicleta andasse a 1,07 bilhão de quilômetros por hora (quase à velocidade da luz), você sairia de casa em janeiro de 2011 e compraria seu pão no século 22. Sob as velocidades do dia a dia, o efeito temporal é minúsculo. Mas existe.

Só que a história muda quando entram distâncias muito grandes na jogada. A geometria da coisa é complexa demais para entrar neste texto. Mas, resumindo, é o seguinte: distâncias intergaláticas, de bilhões de anos-luz, amplificam o efeito da velocidade. Por isso que no exemplo do leitor de outra galáxia bastou uma caminhada até a cozinha a menos de 10 km/h para dar aquele salto de 100 anos.

Esse exemplo, criado pelo físico Brian Greene, da Universidade Columbia, entrou aqui para deixar claro um postulado da física: o de que todos os pontos de vista são válidos, mesmo o de um personagem hipotético, como o nosso. Se ele existisse, sua noção de agora, as coisas que o personagem imagina como reais no presente dele, poderiam incluir fatos que para nós ainda não foram resolvidos - como quem será o presidente da República em 2100. Naquilo que para ele é um passado remoto, estaria o dia e a causa exata da sua morte. E você não tem como mudar isso. Em outras palavras: seu destino está decidido. Por isso Einstein disse que a diferença entre passado, presente e futuro é ilusória. Na prática, tudo o que ainda vai acontecer já aconteceu.

Para enxergar isso melhor, pense no Universo como ele realmente é: um grande rolo de filme. Cada frame ali é um instante no tempo. No primeiro, está o início de tudo, o Big Bang. No último, o fim do Universo (seja lá como for esse momento). No meio há um frame com uma fração de segundo do dia da fundação de Roma, outro com o primeiro ensaio dos Beatles, outro com o melhor dia da sua vida, outro com a formatura do seu neto... A Teoria da Relatividade mostra que todos os momentos da existência "acontecem" ao mesmo tempo. Mas, se o futuro já está determinado, não dá para saber o que tem lá na frente? Aí os físicos são unânimes: nem a pau. "Para fazer isso, precisaríamos de uma espécie de supercomputador. Mas nada pode computar mais rápido que a própria natureza", diz o holandês Gerard t´ Hooft, Nobel de física de 1999. Ou seja: para desvendar a natureza, as fatias do futuro, só com uma máquina maior que a própria natureza - uma máquina sobrenatural...

Mas, para alguns (poucos) cientistas, esse artefato existe, sim. É você. Nosso cérebro seria capaz de sentir o futuro. Um desses pesquisadores é o psicólogo americano Daryl Bem, da Universidade Cornell, uma das mais respeitadas dos EUA.

Daryl pesquisa a influência do futuro sobre o nosso inconsciente. Ele usa experimentos clássicos da psicologia, como este aqui: primeiro coloca um grupo de voluntários com telas de computador na frente. Então ele vai mostrando fotos e os voluntários têm que dizer se a imagem é "positiva" ou "negativa" (tem um botão para cada resposta). Básico: se aparecer uma foto feia, de vermes sobre carne podre, por exemplo, você tem que apertar "negativo". Se surgir a de um bebê ou outra coisa bonitinha, aperta "positivo". Mas tem um extra aí. Esse experimento serve para testar o efeito de mensagens subliminares. Antes de aparecer a foto da carne podre, por exemplo, os pesquisadores fazem uma palavra negativa (tipo "nojo") piscar na tela por uma fração de segundo. Não dá tempo de ler. Mas o "nojo" fica impresso no subconsciente dos voluntários. Aí, quando eles veem a foto da carne podre, apertam o botão de "negativo" mais rápido. É uma reação clara à mensagem subliminar. A diferença é que Daryl faz o mesmo experimento ao contrário: coloca a mensagem depois da foto. A influência dela deveria ser zero nesse caso, óbvio. Mas não: alguns dos voluntários passam a apertar o botão com mais rapidez, como se tivessem visto a palavra antes da imagem. A conclusão de Daryl é que eles conseguem ver o futuro. Só tem um problema: os resultados são pouco convincentes. A mensagem subliminar do futuro "faz efeito" em coisa de 52, 53% das vezes - e o acaso já garantiria 50%.

Seja como for, a verdade é que a ciência ainda não criou uma forma de conciliar livre-arbítrio com Einstein. Mas ok: ela já descobriu coisas tão supreendentes quanto em outros campos que envolvem essa história de destino. Principalmente nos mais fascinantes: os que explicam por que a sua vida é assim, desse jeito. E a nossa reportagem sobre esse assunto é como o futuro: já está escrita! Logo ali.

Para saber mais
O Tecido do Cosmos
Brian Greene, Companhia das Letras, 2004.

fonte: http://super.abril.com.br/ciencia/teoria-relatividade-diz-destino-619667.shtml

domingo, julho 10, 2011

Criatividade e o Salto Quântico

Por Eliane P. Serra Xavier

A física quântica nos diz que os elétrons orbitam o núcleo atômico em órbitas definidas, ou seja, os elétrons não podem estar em qualquer lugar ao redor do núcleo, eles podem estar somente em determinadas órbitas permitidas. Este modelo atômico, das órbitas quantizadas, foi proposto pelo físico dinamarquês Niels Bohr, que foi um dos principais arquitetos da mecânica quântica. Quando o elétron "pula" de uma órbita permitida para outra temos o chamado salto quântico. Este salto indica uma descontinuidade, pois o elétron desaparece de uma órbita e aparece na outra, sem nunca ter estado no espaço existente entre elas! O conceito de trajetória que aprendemos na física clássica, e que usamos no nosso dia a dia, não se aplica a física quântica. Na física quântica não existe trajetória! As partículas simplesmente desaparecem de um local e reaparecem em outro.

Observe na figura abaixo, que o elétron pode mudar de uma órbita para outra, desde que mude sua energia. Para ir de uma órbita mais próxima do núcleo para uma órbita mais externa, o elétron deve absorver um quantum de energia igual a diferença de energia entre as duas órbitas. Para fazer o salto contrário, ou seja, para ir de uma órbita externa para uma órbita mais próxima do núcleo atômico, o elétron deve emitir um fóton, ou um quantum de energia, tb equivalente a diferença de energia entre as duas órbitas saltadas.
Quando estamos agindo no mundo condicionados a nossa identidade, ao nosso ego, agimos de forma cartesiana, contínua, causal... Achamos que fazemos escolhas, mas na verdade optamos apenas dentro de um conjunto de ações já condicionadas. Mas ao praticarmos a meditação estamos exercitando nossa liberdade, estamos acessando espaços em nossa mente que estão além da indentidade e da responsividade (respostas automáticas). Por isso acontece às vezes, que ao sairmos da meditação tenhamos insights criativos. Quando nos conectamos a uma consciência maior, aí sim acessamos a criatividade, experimentamos a mudança quântica de energia, o salto quântico.

Einstein dizia que seu processo criativo era algo além do simples pensamento racional. Era algo que vinha de outro nível de consciência. Sendo assim, o salto quântico é fundamental para nossa felicidade e progresso na vida.  Einstein também dizia: "loucura é fazer hoje o mesmo que se fez ontem e querer que o amanhã seja diferente." Portanto, para recriarmos nossa vida, precisamos fazer uso desta descontinuidade quântica. Da verdadeira Criatividade!

quarta-feira, julho 06, 2011

Físicos muito perto de revelar o grande mistério da antimatéria



A Física sugere que quantidades iguais de matéria e antimatéria deveriam ter sido criadas durante o Big Bang. Porém, ninguém conseguia explicar por que o universo existe em sua forma atual, feito predominantemente de matéria.
Cada uma das partículas fundamentais conhecidas tem um primo, uma antimatéria, com propriedades idênticas, mas carga elétrica oposta. Quando uma partícula encontra sua antipartícula, se “aniquilam”, desaparecendo em um flash de luz de alta energia.
A questão permanece: por que isso não ocorreu no início do universo, com as quantidades iguais de matéria e antimatéria, resultando em um universo desprovido de ambas?
Agora, físicos de partículas americanos estão próximos de explicar esse fato. Em 2010, pesquisadores do acelerador de partículas Tevatron alegaram resultados preliminares mostrando um pequeno excesso de matéria sobre antimatéria conforme partículas se deterioravam.
Recentemente, a equipe apresentou um documento mostrando que seus resultados são firmes.
As descobertas do Tevatron vêm de uma chuva de partículas produzidas quando os prótons se fragmentam em seus correspondentes de antimatéria, antiprótons.
As colisões próton-antipróton, por sua vez, criam um número de partículas diferentes, e a equipe notou pela primeira vez uma discrepância no decaimento de partículas chamadas mésons B.
Isso se deteriorou em pares de partículas chamadas múons, com suas versões antimatéria, antimúons. Mas, como relatou a equipe, havia um excesso notável de 1% de partículas de matéria.
No entanto, eventos sem explicação na sopa de interações criada em experimentos de física de partículas significam que essas medidas são associadas com um nível de incerteza – refletem a probabilidade de que o efeito visto seja uma ocorrência estatística aleatória, e não uma descoberta.
Os pesquisadores agora têm 50% mais dados para trabalhar. Eles estão tentando estabelecer que o resultado de fato veio da partícula decaída proposta, e não é uma aleatoriedade.
Agora, eles reduziram a incerteza da experiência a um nível de 3,9 sigma, o equivalente a uma probabilidade de 0,005% que o efeito seja um acaso. A física de partículas exige que, para ser chamada de descoberta, o nível de certeza seja de 5 sigma, ou cerca de 0,00003% de chance de que o efeito não seja real. Só assim os cientistas poderão afirmar que resolveram um dos grandes mistérios da Física hoje

terça-feira, julho 05, 2011

Ativismo Quântico: como a física quântica pode ajudar a mudar o mundo e a nós mesmos?

Em agosto de 2011 o físico indiano Amit Goswami ( PhD em Física) estará em São Paulo ministrando um curso de formação em ativismo quântico. Imperdível!

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