segunda-feira, fevereiro 17, 2014

O que pode ser pior que a ignorância?

(artigo do site Hypescience)


Na esteira do artigo da semana passada, no qual abordamos o tema metacognição surgiu a questão:

— Se metacognição é o conhecimento e o controle do próprio conhecimento, qual seria o efeito da ignorância da própria ignorância?

Com intuito de responder essa questão vou me referir à pesquisa de David Dunning, um psicólogo da Universidade de Cornell, realizada em conjunto com Justin Kruger da Universidade de Nova York já noticiada aqui no Hypescience.

A pesquisa fundamentou-se na realização de diversos testes dentro de determinadas áreas das habilidades humanas, tais como raciocínio lógico, inteligência emocional, jogos de estratégia, sagacidade no humor, etc. seguido de uma entrevista.

Nessa entrevista era solicitada a opinião de cada participante sobre seu próprio desempenho nos testes.

Os resultados foram esclarecedores.

Os participantes da pesquisa que tiraram as mais baixas pontuações superestimaram seus resultados em 100% das entrevistas.

E quanto pior o resultado quantitativo em raciocínio lógico, inteligência emocional, humor ou mesmo habilidades em jogar xadrez, por exemplo, maior foi a diferença entre a sua real pontuação e a sua estimativa arrogada na entrevista.

Ficou patente que a incompetência priva as pessoas da capacidade de reconhecer sua própria incompetência.

Tal limitação pode ser a principal responsável pelo descompasso nos relacionamentos interpessoais e no funcionamento da sociedade como um todo.

Com mais de uma década de pesquisa os resultados demonstraram que os seres humanos acham “intrinsecamente difícil ter uma noção do que não sabem”.

O pior em tudo isso, é que não se trata apenas de otimismo ou autoconfiança.

Os pesquisadores descobriram uma total falta de habilidade em autoavaliar-se. Um bloqueio nessa parte do autoconhecimento individual que implica na ignorância sobre a extensão de suas reais habilidades e na confusão entre a imagem que se tem de si mesmo e a realidade de suas próprias competências (ou incompetências).

Mesmo quando os pesquisadores ofereceram aos participantes uma recompensa de US$ 100 para aqueles que classificassem seu desempenho com a maior precisão, os resultados foram praticamente os mesmos.

“Eles realmente estavam tentando ser honestos e imparciais. Percebia-se ali uma real incapacidade de se avaliar o próprio conhecimento bem como seus próprios limites. Nisso podemos apontar a causa de muitos dos problemas da sociedade, como por exemplo, a própria negação das alterações climáticas. Tal negação passa pela sedimentação de uma opinião desinformada e desatrelada da realidade, e o que é pior, aliada à inconsciência dessa desinformação” — afirmou Dunning.

E para agravar o caso, ficou evidente também que pessoas que não são talentosas em uma determinada área são incapazes de reconhecer esse talento nos outros.

O que é mais uma das obviedades que a psicologia cognitiva está nos esfregando na cara.

Quanto mais ignorante for a pessoa, maior a valorização que ela dá a si mesmo e menor a valorização que ela dá aos outros.

De fato, é um resultado que não surpreende um bom observador da conduta humana desde que se tem falado em ignorância e arrogância — parecem que são características indissociáveis e com os resultados mais nefastos que podemos imaginar na conduta humana.

O que me leva a concluir, sobre a nossa questão base:

Pior que a ignorância — só mesmo a ilusão do conhecimento, que invariavelmente a acompanha.

Essa terrível ilusão que além de levar o indivíduo ao erro também o aprisiona na própria ignorância, impedindo-o de buscar pelo conhecimento.

Afinal, ninguém precisa encher um cântaro quando se acredita que ele está completamente cheio.

autor: Mustafá Ali Kanso

domingo, janeiro 12, 2014

Antes vista apenas como atividade mística, meditação ganha o aval da ciência

Valor da prática para a saúde e para a qualidade de vida de pessoas de todas as idades

 
 
Sentar-se com a postura ereta, fechar os olhos, sentir a respiração e trazer a atenção para o presente por 10 minutos diários ajudam a diminuir a ansiedade, melhorar a concentração e viver mais e melhor. Não é o trecho de um livro de autoajuda. É a constatação não de um, mas de muitos e diferentes estudos científicos. Foi-se o tempo em que a meditação era considerada apenas uma atividade mística sem embasamento teórico. Iniciada na Índia e difundida em toda a Ásia, a prática começou a se popularizar no ocidente com o guru Maharishi Mahesh Yogi que nos anos 1960 convenceu os Beatles a atravessar o planeta para aprender a meditar. Até a década passada, não contava com respaldo médico. Nos últimos anos, no entanto, os pesquisadores ocidentais começaram a entender por que, afinal, meditar funciona tão bem, e para tantos problemas de saúde diferentes.

Mais sobre meditação:
:: Conheça os diferentes tipos de meditação e saiba que benefícios o exercício pode trazer
:: Fernanda Pandolfi: os primeiros passos rumo ao hábito de meditar
Em uma era de gente conectada, que recebe estímulos e informações por toda e qualquer via, como o smartphone que bipa, a música que toca no fone de ouvido e os outdoors de led nas ruas, pesquisadores renomados têm dedicado tempo e dinheiro para provar que exercícios de relaxamento mental podem ser fundamentais na qualidade de vida.

É o caso do neurocientista norte-americano Richard Davidson, da Universidade de Wisconsin-Madison, que, após um período de imersão com monges tibetanos, descobriu que a meditação funciona - de fato - como um antidepressivo. Segundo ele, a prática altera as estruturas cerebrais, mudando o padrão de suas ondas e protegendo contra a depressão e os efeitos do estresse.

Mais perto daqui, a bióloga brasileira Elisa Kozasa, do Instituto do Cérebro do Hospital Israelita Albert Einstein, uma das principais pesquisadoras do tema no mundo, afirma: quem medita tem a capacidade de executar as mesmas tarefas que não-praticantes usando menos neurônios. Em recente passagem por Porto Alegre para participar do workshop Ciência, Meditação e o Cultivo Emocional, promovido pela ONG gaúcha Mente Viva, Elisa discorreu sobre seu estudo, que avaliou os cérebros de 20 meditadores e 19 não meditadores combinados por idade, sexo e nível de escolaridade. O resultado apontou para a alta capacidade de concentração e atenção dos praticantes de meditação, que "economizam", por assim dizer, seus cérebros.



Em um terceiro levantamento realizado na Universidade de Brasília pelo psiquiatra Juarez Iório Castellar, foram investigadas 80 pacientes com histórico de câncer de mama. Por meio da coleta de amostras de sangue e saliva, antes e depois dos exercícios meditativos, verificou-se que a prática reduziu os efeitos colaterais da quimioterapia, como náuseas, vômitos, insônia e inapetência.

Sendo assim, é fácil perceber que ficou para trás dos anos 2000 a visão de que para meditar era necessário ser budista, usar bata longa e terceiro olho. Quem pratica, garante: não tem hora, lugar, profissão ou religião. É universal. Oprah Winfrey - que chegou a ser a personalidade mais bem paga da televisão internacional - declarou que o tempo despendido com a meditação foi fundamental para o sucesso de sua carreira. Gisele Bündchen revelou em entrevista recente que, mesmo que o despertador toque às 5h30min para uma sessão fotográfica, não abre mão dos seus 15 ou 20 minutos de momento meditativo para manter o equilíbrio. Já para encarar a maratona da campanha eleitoral, a presidente Dilma Rousseff quer intensificar os períodos de meditação transcendental, método que pratica, e, inclusive, já teria agendado uma sessão com a guru africana Rajshree Patel, que visitará o Brasil em maio.

Steve Jobs, o fundador da Apple, consagrou a prática budista no meio empresarial e ganhou adeptos mundo afora. Seu argumento para defendê-la era justamente o foco nos negócios. Graças a ela, conseguia afastar de sua cabeça tudo que considerava distração. Personalidades internacionais - o ex-vice-presidente americano Al Gore, o cineasta David Lynch, o músico Adam Levine, o ator Robert Downey Jr., a atriz Demi Moore - e nacionais - a atriz Claudia Ohana, a cantora Luiza Possi e a top Alessandra Ambrósio - engordam a lista de pessoas bem-sucedidas que incentivam a atividade e acreditam que, em uma data nem tão distante, a prática da meditação será reconhecida como questão de saúde pública e terá sua importância igualada ao exercício físico na atualidade.


Receita para uma vida de paz

Mariela Silveira
reflete a quebra dos tabus que cercam a meditação. Filha de pai católico e mãe espírita, não quis seguir religião alguma e prometeu ser fiel à ciência quando se formou em Medicina pela Ulbra.

Entre os objetivos, um prioritário: trabalhar com o que proporcionasse bem-estar às pessoas. Escolha um tanto previsível, já que Mariela engatinhou ainda de fraldas pelos corredores do Kurotel Centro de Longevidade e SPA (que ajuda a dirigir atualmente), fundado pelos seus pais, Luís Carlos e Neusa Silveira, em 1982, na Serra. E cresceu uma criança diferente, que enxergava uma peraltice no ato de deixar envelopes com sementes de plantas embaixo das portas dos vizinhos em Gramado.
Foi em 2003, ao longo de uma viagem à Índia, que a gaúcha percebeu nos exercícios mentais de relaxamento uma alternativa para promover a paz.

— Vi que não era a miséria que provocava a violência em um país. Era possível observar que, por mais pobres que aquelas pessoas fossem, elas viviam em harmonia e incitavam o bem. Foi aí que a meditação entrou na minha vida — lembra.

Para exterminar o preconceito - o dela mesmo, inclusive -, muniu-se de livros, pesquisas e estudos sobre o tema para buscar respaldo científico e poder investir na prática sem receio. Verificou dados concretos de melhora na frequência cardíaca, pressão arterial, imunidade e até no comportamento quando comparava meditadores e não-meditadores.

— Eu achava que poderia ser mal vista pelas pessoas como praticante de uma atividade sem comprovação. Mas percebi que tinha fundamento e parei de me sentir a "Mariela bicho-grilo" (risos). Além disso, me dei conta de que era um instrumento maravilhoso, comum entre as pessoas, independentemente de crença, de onde ela nasceu, de qual a cultura — reforça.

E assim, a médica de 34 anos que preferia intitular a atividade como "exercício de relaxamento ou dirigido" para formalizar o termo, deixou o constrangimento no passado e passou a prescrever a meditação em receitas, além de se tornar uma das principais incentivadoras da atividade no Estado via fundação da ONG Mente Viva, em 2007, ao lado da sócia Anmol Arora. Trata-se de um projeto que leva a prática para escolas públicas e privadas de Gramado, Porto Alegre, Eldorado, Gravataí, Tapes e Pelotas, com um trabalho pré-aula de cinco a 10 minutos com as crianças e que estimula a concentração, a afetividade e o desempenho escolar - com resultados positivos já comprovados em pesquisa.

A técnica utilizada é a mindfulness, ou atenção plena, que visa trazer o foco para o presente e "desligar" o cérebro, mentalizando pensamentos positivos.

— É claro que essa não é a única solução para terminar a violência, que é algo muito mais complexo. Mas de um modo geral, a medicina só foca no tratativo, não foca tanto na prevenção como deveria. Com a violência é igual. Tudo bem falar sobre reabilitação, mas existe também aquele indivíduo que tem todos os fatores de risco, mas ainda não cometeu um crime e que pode ser observado mais de perto. E a prevenção primária mesmo, aquela desde criança — analisa.

Mariela garante: a meditação é simples, gratuita e, no bom sentido, vicia - a ponto de torcer para que uma viagem de ônibus dure mais do que o tempo previsto para poder praticar, ou de ficar entristecida quando o despertador não toca no horário correto e a impede de meditar nos minutos iniciais do dia. E, assim como em qualquer outra atividade, requer paciência e prática para pegar o jeito. Na sua opinião, a meditação trabalha com uma das grandes questões da humanidade: a de como aumentar o espaço interno de conforto para viver com mais qualidade.

— Os indianos costumam falar que a mente é como se fosse um macaco com o rabo pegando fogo, mordido por mil escorpiões, pulando de galho em galho. Está sempre no passado e no futuro, nunca conosco. Em resumo: a meditação ajuda a pessoa a trazer a consciência para o presente - analisa. — Atualmente, o mundo convida à vigilância, à pouca tenacidade, à falta de atenção. Então, precisamos aprender que temos limites para ficarmos internamente bem. Não é exercício de estímulo, é de relaxamento mesmo. A mente é um produto do cérebro, que não está em nenhum lugar do nosso corpo. A meditação faz os dois se encontrarem e ajuda a buscar recursos internos para enfrentar as dificuldades do dia-a-dia.

A recomendação da especialista é reservar de 10 a 20 minutos por dia, cinco vezes por semana, para o exercício. Sentar, fechar os olhos, respirar e esvaziar a mente.

Para quem se blinda com o argumento de que a rotina é muito corrida para isso, ela repete um mantra de sua coach Dulce Magalhães: "Medite 20 minutos por dia. Se você acha que está sem tempo, então medite por uma hora".

Para Mariela Silveira, a receita é simples: medite durante 20 minutos por dia. Se você acha que está sem tempo para isso, então medite por uma hora.


Quem são as estrelas que meditam:

As práticas meditativas fazem sucesso entre as modelos. Alessandra Ambrósio medita todos os dias.

O ator Robert Downey Jr. não dispensa a prática da ioga para sentir-se relaxado e em paz.
A apresentadora Oprah Winfrey já declarou que a meditação interferiu positivamente em sua carreira.

No auge do sucesso, em 1967, os Beatles mergulharam na meditação transcendental praticada pelo guru Maharishi Mahesh Yogi. Dessa experiência surgiram muitos sucessos do quarteto.
Gisele Bündchen publica, com frequência, fotos suas meditando nas redes sociais

fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/donna/noticia/2014/01/antes-vista-apenas-como-atividade-mistica-meditacao-ganha-o-aval-da-ciencia-4386778.html

segunda-feira, dezembro 02, 2013

Introdução à Física Quântica - Conceitos Básicos

 

Introdução à Física Quântica, pequeno vídeo com os professores 

Eliane Xavier e Márcio Bettega 

Conceitos básicos. Vale a pena assistir!
Salto Quântico, Colapso da onda de possibilidades, Emaranhamento Quântico, Princípio da Incerteza e mais...

Produção Luiza Barone, TV UFPR

 

Para assistir ao vídeo clique abaixo: 

 

Física Quântica - TV UFPR 

quarta-feira, novembro 13, 2013

Ciência e Espiritualidade

 

Os Tipos de Mente e o Salto Quântico

 
Nossa mente pode operar em faixa 1, 2, 3 e 4, conforme nosso nível de consciência. Podemos aqui usar a física quântica e fazer uma analogia com as órbitas quantizadas dos elétrons, associando os diferentes níveis de energia aos níveis de consciência.

Niels Bohr em 1913 utilizou a ideia de Planck, da quantização da energia, para criar um modelo atômico onde as orbitas dos elétrons dentro do átomo são quantizadas. Bohr postulou que os elétrons orbitam o núcleo atômico em órbitas definidas, ou seja, os elétrons estariam em apenas algumas regiões permitidas, e não aleatoriamente em "qualquer lugar" ao redor do núcleo.

Desta forma os elétrons serão encontrados sempre em algumas destas órbitas. Como na figura abaixo, o elétron pode estar na órbita K, L, M... e assim por diante, mas nunca no espaço entre elas.
figura 1 - Modelo de Bohr para o átomo

O elétron pode mudar de uma órbita para outra, recebendo ou emitindo um quantum (pacotinho) de energia. Se ele absorve um quantum de energia ele desaparece da órbita L, por exemplo na figura 1, e aparece na órbita M. Este salto representa uma descontinuidade, pois o elétron não faz uma trajetória, ele não passa pelo espaço entre as duas órbitas. Ele simplesmente desparece de uma órbita e aparece na outra. O outro exemplo que podemos ver na figura 1 é o do elétron passando da órbita M (mais externa) para a órbita L (mais interna). Para isso ele emite um quantum de energia, passando assim de uma órbita mais energética para uma órbita menos energética. Quanto mais próxima do núcleo for a órbita menor é a energia do elétron associado a ela.

No Budismo, o Lama Padma Samten nos ensina que a mente pode operar em 4 faixas. Podemos fazer uma analogia destas faixas com as órbitas do átomo de Bohr.

A mente que opera em faixa 1 é aquela mente que apenas responde automaticamente aos impulsos externos. Age de forma responsiva, ou seja, totalmente no automatismo e no condicionamento, respondendo de forma imediata.
A mente em faixa 2 ainda é uma mente que responde dentro do condicionamento, mas é uma mente que consegue traçar um pouco de estratégia.
Para ilustrar vamos tomar como exemplo um jovem universitário que tem uma prova de manhã cedo no dia seguinte, e recebe o telefonema de um colega convidando-o para sair para a balada. Se ele está operando em faixa 1 ele nem pensa, sai imediatamente para a balada "se esquecendo" da prova no dia seguinte. Com a mente operando em faixa 2 o jovem pode deixar a balada para um outro dia, já que tem a prova no dia seguinte. É importante ressaltar que nestes dois casos (faixa 1 e faixa 2) a mente está apenas lidando com os aspectos externos do mundo, respondendo ao que surge.

Na mente em faixa 3 existe um "ganho de energia" maior. A consciência dará um salto quântico mais amplo, pois a mente que opera nesta faixa é a mente que percebe o mundo interno. Nesta etapa do desenvolvimento de nossa consciência passamos a perceber que existe um mundo interno que não é separado do mundo externo. Percebemos que nosso mundo interno dá significado aos acontecimentos externos, e que desta forma podemos alterar situações que surgem em nossa vida alterando o significado que atribuímos a elas. Podemos ver como exemplo, situações que aconteceram em nossa vida há anos atrás, que na época víamos como coisas ruins e hoje vemos como coisas boas, ou vice-versa. O fato em si continua o mesmo, não mudou, mas com o passar do tempo mudamos o significado que nosso mundo interno dá ao fato. Neste momento percebemos que nossa mente cria o que chamamos de "paisagem", que todo fato que observamos está dentro de uma determinada paisagem criada pela nossa mente. Descobrimos então que nossa mente tem essa mobilidade, esta capacidade de mudar de paisagem contornando assim vários obstáculos que poderiam nos trazer muito sofrimento.

figura 2 - Faixas 1, 2 e 3 de operação da mente.
 
 
Finalmente temos a mente que opera em faixa 4. A faixa 4 já não estaria representada nas órbitas do átomo, pois esta faixa já representaria uma mente que transcendeu. Na faixa 3 percebemos que temos esta liberdade de mudar de um tipo de paisagem para outro. Desta forma percebemos uma Natureza Livre da mente. Percebemos que existe uma Natureza que está além das paisagens da mente, que está conectada a esta Liberdade Criadora. A mente totalmente livre dos carmas e condicionamentos opera em faixa 4.

Podemos ainda fazer uma analogia do núcleo atômico com a identidade (ou ego limitante). Quanto menor é o nível de energia mais próximo do núcleo o elétron estará. Ao ganhar energia o elétron se afasta do núcleo até que se libera do átomo. Assim seria também com a consciência, que se amplia e se afasta da identificação com o ego, operando em faixas de maiores níveis de energia, até a liberação total.



Bibliografia:

Física Quântica - Eisberg / Resnick
A Mandala do Lotus - Lama Padma Samten



quarta-feira, outubro 16, 2013

Introdução a Física Quântica para o Público Leigo


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O objetivo deste curso é introduzir de forma didática e clara os conceitos da Física Quântica para o público leigo. Para entender a Física Quântica precisamos nos familiarizar com conceitos estranhos ao nosso senso comum, como Incerteza, Onda de Probabilidades, Dualidades, entre outros. Por isso a importância deste diálogo onde poderemos colocar as dúvidas e realmente absorvermos um pouco de todo este novo e importante conhecimento científico.

Não há pré-requisitos para a participação. O curso é aberto para pessoas de qualquer área de trabalho/estudo.

Tópicos:

1)     A física de partículas:

-          Partículas fundamentais

-          Partículas transportadoras de forças

-          Antimatéria

-          Bóson de Higgs (a partícula de Deus)

2)      Conceitos básicos de física quantica:

- O quantum

-          Dualidade onda-partícula

-          Colapso da função de onda

-          O papel do Observador

-          Princípios da Incerteza e da Complementariedade


Eliane Xavier é mestre em Física Teórica na área de Física Quântica pela UFPR, especialista em Ensino de Física pela UFRJ e pesquisadora do grupo “Física e Humanidades” do CBPF (Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas). Atualmente ministra aulas em vários cursos de Pós-Graduação promovendo a interdisciplinaridade da Física Quântica com outras áreas de Estudo e Pesquisa.


Local: Edifício Biocentro – Sala de Convenções

Rua Padre Anchieta 1846, Champagnat. Curitiba.

Data e Horário: 30 de outubro, quarta-feira, das 19: 30 às 22h.
 

Inscrições e informações com Cristiane pelo cel (TIM): 41 – 9716-2522 ou pelo e-mail fisicaquantica@uol.com.br

 
Investimento: R$ 60,00

 

Bóson de Higgs



Indico a entrevista do Físico Rogério Rosenfeld, do IFT (Instituto de Física Teórica) falando sobre o Bóson de Higgs (popularmente conhecida como Partícula de Deus) e outros assuntos. Excelente participação, considerando que o tema é super complexo e que nesta área científica não temos respostas simples e exatas. Deixo meu agradecimento pela divulgação científica.



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terça-feira, setembro 24, 2013

Física Quântica, Múltiplas Dimensões e Universos Paralelos no Rio de Janeiro

 
A ciência hoje nos diz que o mundo é algo fascinante e misterioso, além do que jamais poderíamos imaginar. Nós, como observadores estamos a todo momento participando e influenciando esta realidade que nos cerca. Assim, o intuito deste curso é mostrar como os conceitos da física moderna podem influenciar no cotidiano e modificar as nossas vidas de modo profundo. Também aborda a conciliação entre física quântica, espiritualidade, estudos sobre a consciência e universos paralelos.

Não há pré-requisitos para a participação. O curso é aberto para pessoas de qualquer área de trabalho/estudo.

Veja abaixo os temas explorados:
1) A física de partículas
- Partículas fundamentais
- Partículas transportadoras de força
- Antimatéria
- Bóson de Higgs (a partícula de Deus)

2) Conceitos básicos da física quântica
- Dualidade onda-partícula
- Colapso da função de onda
- O papel do Observador
- Princípios da Incerteza e da Complementariedade

3) Teoria das Cordas e Teoria M.
- O sonho de Einstein - A Teoria de Tudo
- As múltiplas dimensões
- Entendendo a quinta dimensão

4) Teoria M.
- Como a nossa consciência nos leva aos Universos Paralelos

5) Física Quântica, espiritualidade e consciência
- A natureza do mundo material
- A mente quântica
- A onipresença do elétron

Sobre a palestrante
Eliane Xavier é mestre em Física Teórica na área de Física Quântica pela UFPR e especialista em Ensino de Física pela UFRJ. Também é pesquisadora do grupo “Física e Humanidades” do CBPF (Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas), no Rio de Janeiro. Praticante budista desde 2004, desenvolveu o curso de Física Quântica para o público leigo ao perceber a importante mudança de paradigma que esta nova área da ciência está trazendo.

Data:
04 e 05 de outubro de 2013

Horários:

04 (sexta): 19:30 às 22h
05 (sábado): 9h às 18h

Local: Centro de Estudos Budistas
Rua Correa Dutra 149, sala 202, Catete, Rio de Janeiro

Informações com Cristiane pelo cel (TIM) 41- 9716-2522 ou pelo e-mail fisicaquantica@uol.com.br