segunda-feira, fevereiro 18, 2013

Fim da causalidade: eventos quânticos independem do espaço e do tempo

 

Queridos colegas,

Deixo com vcs esta espetacular matéria! O físico Amit Goswami usa a ideia de Hierarquia Entrelaçada para explicar tais fenômenos.

Redação do Site Inovação Tecnológica - 01/02/2013

Fim da causalidade: eventos quânticos independem do espaço e do tempo
Não poderia haver troca de informação entre os dois fótons do experimento sem violar o limite de velocidade máxima do Universo, a velocidade da luz. [Imagem: IQOQI/Vienna]

Causa sem efeito, efeito sem causa

Há cerca de dois meses, físicos demonstraram que causa e efeito não são coisas tão claras no mundo da mecânica quântica.

O trio propôs que existem situações nas quais um evento pode ser tanto a causa quanto o efeito de outro, quebrando a tão conhecida "lei de causa e efeito".



Mas se você acha os experimentos mentais abstratos demais, então vai se dar melhor com um experimento real, uma experiência feita em laboratório que acaba de ser anunciada por físicos da Universidade de Viena, na Áustria.

Xiao-Song Ma e seus colegas mostraram na prática uma situação em que é impossível descrever a causalidade entre dois eventos correlacionados, ou seja, um afeta o outro, mas é impossível dizer o que é a causa e o que é o efeito.

Interpretações da física quântica

A interpretação mais aceita da física quântica, chamada interpretação de Copenhague, estabelece que as propriedades de um objeto quântico dependem dos aparelhos e da forma como esse objeto é medido - ele poderá revelar-se como uma onda ou como uma partícula.

Outro fenômeno bem conhecido é o entrelaçamento quântico, ou emaranhamento, pelo qual uma partícula quântica que compartilhe propriedades com outra é afetada instantaneamente por qualquer coisa que aconteça com a primeira, mesmo que elas sejam levadas para lados opostos da galáxia.

Embora apenas em princípio, em ambos os casos ainda se pode falar em causalidade, no sentido de que uma partícula influencia a outra ou o aparato de medição influencia a partícula.

Agora, os físicos mostraram como a medição de uma partícula - um fóton de luz - é afetada não pela medição feita nela própria, mas pela medição feita em um segundo fóton.

Em outras palavras, o fóton se comporta como partícula ou como onda dependendo da medição feita em um segundo fóton que está tão distante do primeiro que não poderia haver troca de informação entre os dois sem violar o limite de velocidade máxima do Universo, a velocidade da luz.

Fim da causalidade: eventos quânticos independem do espaço e do tempo
s físicos mostraram como a medição de uma partícula - um fóton de luz - é afetada não pela medição feita nela própria, mas pela medição feita em um segundo fóton. [Imagem: Ma et al./Pnas]

Independentes do espaço e do tempo

Os cientistas afirmam que o experimento não é suficiente para derrubar nenhum pilar da física, mas que é impossível dar uma explicação clara do que ocorre em termos de causalidade - nem mesmo "em princípio" ou por meio de outros experimentos mentais.

O primeiro fóton estava no laboratório em Viena, enquanto o segundo estava nas Ilhas Canárias, mas a "manifestação" como onda ou como partícula do fóton em Viena depende sempre da medição feita nas Ilhas Canárias.

"Nosso trabalho refuta a visão de que um sistema quântico possa, em um determinado ponto no tempo, aparecer definitivamente como uma onda ou definitivamente como uma partícula. Isso exigiria uma comunicação mais rápida do que a velocidade da luz - o que está em confronto direto com a teoria da relatividade de Einstein," disse Anton Zeilinger, coordenador dos experimentos.

"Assim, acreditamos que essa visão deve ser abandonada completamente. Em certo sentido, eventos quânticos são independentes do espaço e do tempo," conclui o pesquisador.

fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/

sexta-feira, janeiro 11, 2013

As Transformações Começam Conosco



Monja Coen

Há um antigo ditado japonês:
"Se houver relacionamento, faço; se não houver relacionamento, saio".
Um Mestre Zen, no final do século passado, fez a seguinte alteração:
"Havendo relacionamento, faço; não havendo, crio relacionamento".


Essa mudança de paradigma é extremamente importante. Devemos também lembrar que criar um relacionamento não significa, necessariamente, obter resultados imediatos, embora muitas vezes estes ocorram.
Novos relacionamentos em padrões antigos perdem seu significado. Precisamos criar relacionamentos a partir de novas maneiras de nos relacionar, de ver o mundo, de ser, de inter ser. Essa nova maneira pode, inclusive, recarregar de energia positiva antigos relacionamentos.
Para descobrirmos novas maneiras precisamos, primeiramente desenvolver a capacidade de perceber como estão nossos relacionamentos atuais.
Observe e considere meticulosamente a si mesmo. Perceba como está se relacionando em casa, na rua, no trabalho, no lazer. Perceba como respira, como anda, como toca nos objetos, como usa sua voz, como são seus gestos e como são seus pensamentos e os não pensamentos. Esse observar não deve ser limitante, constrangedor, confinador. Apenas observe. Como você se relaciona com o meio ambiente, biodiversidade, reciclagem, justiça social, melhor qualidade de vida, guerras, violência, terror, paz, harmonia, respeito, garantia dos Direitos Humanos? Como você e o seu logos se relacionam entre si e em relação aos projetos de sucesso, de lucro, de desenvolvimento e progresso de sua organização?
Como está se relacionando com o mais íntimo de si mesmo, com a essência da Vida, com o Sagrado?
Será que é capaz de ver, ouvir, sentir e perceber a rede de inter relacionamentos de que é feita a vida? Percebe e leva em consideração, na tomada de decisões, a interdependência?
Tanto individualmente, como no coletivo, nossa participação e compreensão como estão? Será que estamos conscientemente vivendo nossas vidas e direcionando nossos pensamentos, ações e palavras para o sentido de mudança que queremos e sonhamos?
Mahatma Gandhi disse: "Temos de ser a transformação que queremos no mundo".
Geralmente pensamos no mundo como alguma coisa distante e separada de nós, mas nós somos a vida do universo em constante movimento. Podemos até dizer que o mundo somos nós. Nossa vida forma o mundo, é o mundo, não apenas está no mundo. Inclui todas as formas de vida e seus derivados e nos inclui neste instante, instante após instante. Há um monge chinês do século VII, Gensha Shibi , que dizia : "O Universo é uma jóia arredondada. Somos a vida desse universo em constante transformação. Nada vem de fora, nada sai para fora".
De momento a momento tudo está mudando, nós fazemos parte dessa mudança e podemos escolher, discernir qual o caminho que queremos dar a esse constante transformar. É por isso que digo que a transformação começa em nós. Na verdade vai além de apenas começar. É em nós. Nossa capacidade humana de inteligência e compreensão nos permite fazer escolhas. E o que estamos escolhendo?
Outra frase de Mahatma Gandhi:
"Quando uma pessoa dá um passo em direção à Paz, toda a humanidade avança um passo em direção à Paz"
A minha decisão, a sua decisão pode transformar ou influenciar a direção da mudança.
Há um sutra budista que descreve o mundo como uma rede de inter relacionamentos. Como se fosse uma imensa teia de raios luminosos e em cada intersecção uma jóia capaz de receber essa luz e emitir raios em todas as direções. Qualquer pequena mudança afeta o todo. Cada ser que se transforme em um ser de paz, de harmonia, de ternura, carinho e respeito pela vida em todas as suas formas estará sendo uma mudança viva e influenciando tudo e todos.
Qual o primeiro passo? Conhecer a si mesmo. Conhecer nossos mecanismos.
O que nos afeta, nos incomoda? O que nos alegra? O que nos irrita? Como transformar a raiva em compaixão? Como transformar o desafio em competição leal, justa, empreendedora, enriquecedora? Sem nos preocuparmos com os créditos, se formos capazes de fazer o bem, não fazer o mal, fazer o bem aos outros estaremos transformando nossos lares, nossas amizades, nosso ambiente de trabalho, nossas organizações, nossas cidades, estados, países, nações, mundo... e a nós mesmos...no florescimento da Cultura da Paz.
"Estudar o Caminho de Buda é estudar a si mesmo. Estudar a si mesmo é esquecer-se de si mesmo. Esquecer-se de si mesmo é ser iluminado por tudo que existe. Transcender corpo e mente seu e dos outros. Nenhum traço de iluminação permanece e a Iluminação é colocada à disposição de todos os seres." (Mestre Zen Eihei Dogen - 1200-1253)
É importantíssimo que iniciemos este "estudar a si mesmo", já. Cada um de nós que perceber seu próprio mecanismo ficará em controle desse mecanismo e não mais à mercê de seus sentimentos e emoções, desejos e frustrações, puxado, empurrado, espremido e puxando, empurrando, espremendo - envenenados pela ganância, raiva e ignorância.
Imagine um mundo aonde podemos brilhar uns para os outros, sem ódios, mas com carinhoso respeito e terna compreensão. Percebendo nossas diferenças, aceitando a diversidade da vida, as diversidades entre as pessoas e juntando nossas capacidades tanto intelectuais como físicas na construção desse verdadeiro Céu, Paraíso, Terra Pura, Shambala de que falam as religiões, todas elas.
Cabe a nós, a cada um de nós criar esse relacionamento de carinho com a vida, de ternura com todos os seres, de compreensão, de sabedoria e compaixão para percebermos o Caminho Iluminado e o Nirvana permeando toda a existência.
Isso é dar vida à nossa própria vida.

 


terça-feira, dezembro 18, 2012

Curso Universo Quântico - como a física quântica pode ajudar a mudar o mundo e a nós mesmos.


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Curso Universo Quântico: como a Física Quântica pode ajudar a mudar o mundo e a nós mesmos.

Assuntos abordados no curso:

Conceitos Básicos da Física Quântica – Dualidade onda-partícula, Princípio da Incerteza, Princípio da Complementaridade, Probabilidades Quânticas, O Papel do Observador na FQ;

Causação Descendente - A Consciência como criadora do mundo material (Amit Goswami);

Entrelaçamento Quântico e Não-Localidade;

Hierarquia Entrelaçada – O surgimento co-emergente do observador e do objeto;

Salto Quântico e Criatividade;

A Física Quântica e as Ciências Contemplativas.

 

Ministrante:

Eliane P. Serra Xavier

Mestre em Física Teórica a Área de Física Quântica pela UFPR;

Especialista em Ensino de Física pela UFRJ;

Ativista Quântica pelo Centro de Ativismo Quântico Amit Goswami;

Pesquisadora do CBPF (Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas), no Rio de Janeiro;

Praticante Budista aluna do Lama Padma Samten.

 

Participação especial do Dr Milton Moura
 

Falando sobre os temas:

Fisiologia Quântica – um novo paradigma para a cura;

Coerência Cardíaca – um estado de equilíbrio entre a mente e coração;

Neurociência – comunicação entre emoções e DNA.

 

Quando:

Dias 22 e 23 de fevereiro de 2013.

Sexta-feira das 19h às 22:30 e sábado das 9h às 12:30 e das 14h às 18h.

 

Onde:

Sala de Convenções do Edifício Palace Executive Center.

Rua Padre Anchieta 1691, Champagnat. Curitiba /PR.

 

O curso inclui:

Três coffee break scom produtos orgânicos.

Entrega de Certificados.

 

Investimento:

Até o dia 20/01/2013 – 3 parcelas de R$ 125,00 (total R$ 375,00)

Do dia 21/01/2013 até o dia 21/02/2013 – 3 parcelas de R$ 130,00 (total R$ 390,00)

No dia do curso (se houver vaga) – 3 parcelas de R$ 140,00 (total R$ 420,00)

 

Inscrições com Cristiane pelo tel (TIM) 41-9886-1769


As inscrições serão feitas mediante envio do comprovante de depósito da primeira parcela do curso.

quarta-feira, dezembro 05, 2012

Matthieu Ricard - Hábitos de felicidade

 
 
 
 
 
  
 

Nascido em Aix-les-Bains, Savóia ele é filho do renomado filósofo francês Jean-François Revel (nascido Jean-François Ricard), e cresceu em meio às ideias e personalidades dos círculos intelectuais da França de então. Sua primeira viagem à Índia ocorreu em 1967.
Trabalhou para obter um Ph.D. em genética molecular no Instituto Pasteur. Após completar sua tese de doutorado, em 1972, Ricard decidiu abandonar sua carreira científica e se concentrar na prática do Budismo Tibetano. Viveu no Himalaia estudando com Kangyur Rinpoche e outros grandes mestres da tradição, e se tornou o estudante próximo e assistente de Dilgo Khyentse Rinpoche até sua morte em 1991. Desde então, Dr. Ricard tem se dedicado a realizar a visão de Khyentse Rinpoche.
As fotografias de Ricard dos mestres espirituais, paisagens e das pessoas dos Himalaias tem aparecido em numerosos livros e revistas. Henri Cartier-Bresson disse de seu trabalho, "A vida espiritual de Matthieu e sua câmera são uma coisa só, da qual jorra essas imagens, efêmeras e eternas". Em pesquisas feitas por neurocientistas, que estudam as áreas do cérebro estimuladas por sentimentos de felicidade Matthieu Ricard foi eleito o homem mais feliz do mundo.